O deputado regional José Paulo Sousa, eleito pelo Chega para a Assembleia Regional dos Açores, foi apanhado no último fim-de-semana pela PSP a conduzir com uma taxa de álcool de 2,25 gramas por litro (g/l), um valor que supera largamente o limite de 1,2 g/l, a partir do qual a condução sob o efeito de álcool é considerada crime.
A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias, que dá conta de que o caso ocorreu na madrugada do último domingo, 2 de fevereiro, na ilha das Flores, quando o deputado regional estava a regressar a casa.
O próprio José Paulo Sousa, de 27 anos, recorreu à rede social Facebook para admitir o caso, para garantir que não tentaria arranjar desculpas para o sucedido e para “enaltecer o trabalho dedicado das forças de segurança na prevenção rodoviária”.
“Venho expressar, de forma clara e sincera, o meu profundo arrependimento pelo erro grave que cometi na madrugada de 2 de fevereiro. Fui intercetado numa operação de STOP pela Polícia de Segurança Pública e, ao perceber a seriedade do que estava a acontecer, a culpa e o arrependimento tomaram conta de mim”, escreveu José Paulo Sousa no Facebook, numa publicação em que diz que o caso o fez “refletir imenso” sobre as suas ações.
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“Após uma noite de convívio com amigos e conhecidos, tomei a decisão errada de conduzir de volta a casa. Reconheço agora que, naquele momento, não soube avaliar a gravidade da minha atitude e falhei ao não perceber o risco que coloquei a mim e aos outros utilizadores da via pública. Foi uma escolha irracional, da qual me envergonho”, acrescentou o deputado regional.
Na publicação colocada no Facebook, José Paulo Sousa garante que vai aceitar as consequências do caso: “Estou plenamente ciente de que não há desculpas para o que fiz, nem busco, através desta declaração, justificações para o meu erro. Aceitarei as consequências do meu ato com a convicção de que mereço pagar pelo que fiz.”
O deputado regional assegura ainda que foi “o mais cooperativo possível” com os agentes da PSP que o intercetaram naquele “momento de embaraço”.
Este é mais um caso polémico a envolver um responsável do Chega em poucos dias, somando-se ao caso do deputado açoriano Miguel Arruda (suspeito de furtar malas de viagem no aeroporto durante as viagens entre Ponta Delgada e Lisboa) e ao do deputado municipal Nuno Pardal (acusado de prostituição de menores por ter, alegadamente, tido relações sexuais com um jovem de 15 anos, a quem pagou 20 euros).
Dirigente do Chega acusado de prostituição de menores por relações sexuais com jovem de 15 anos