Era um daqueles momentos em que os protagonistas pareciam estar dentro de um filme que não lhes pertencia. Esta terça-feira, Manchester City e Real Madrid encontravam-se no playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões — ou seja, os dois últimos vencedores da competição falharam o apuramento direto para a fase seguinte e um deles irá cair desde já.
Ainda assim, apesar da estranheza da eliminatória, a presença de citizens e merengues no playoff faz sentido para todos aqueles que têm acompanhado a temporada das duas equipas. De um lado, no 5.º lugar da Premier League, o Manchester City atravessa o período mais negro da era de Pep Guardiola e chegou a somar sete jogos seguidos sem vencer. Do outro, apesar de estar na liderança em termos internos, o Real Madrid tem sofrido com fragilidades defensivas engrossadas por lesões e já foi goleado pelo Barcelona em duas ocasiões.
Tonight's XI
???? 0-0 ???? #ManCity pic.twitter.com/tewtGw1yKL
— Manchester City (@ManCity) February 11, 2025
Por tudo isto, era impossível antecipar um desfecho para a eliminatória — ou até para a primeira mão desta terça-feira, no Etihad. “Estamos onde estamos e sei perfeitamente disso, mas a equipa tem algo especial e espero que consigamos provar. Não vou negar que confio nos jogadores que nos deram uma década incrível, a ganhar muitas coisas e a jogar a alto nível, e sei aquilo de que somos capazes. No futebol, temos de merecer as coisas. E não as temos merecido, nem sequer temos chegado perto”, reconheceu Pep Guardiola na antevisão.
[Amiga, faz parte! é o podcast onde a Mariana Ribeiro conversa sobre rotinas, hábitos, viagens, finanças pessoais, amizades, relacionamentos ou selfcare. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
“É um pesadelo preparar jogos contra ele. Parece sempre que é um Clássico, porque já nos defrontámos muitas vezes nesta competição. Vai ser um jogo difícil, difícil de antecipar. Vai depender muito da atitude e da confiança das equipas. É um jogo de alto nível e temos de estar no nosso melhor em todos os aspetos. São uma das melhores equipas da Europa e têm o melhor treinador, por isso, acho que é o jogo mais difícil que poderíamos ter. Independentemente do momento de forma”, indicou Carlo Ancelotti.
???? ¡VAMOS REAL! ???? pic.twitter.com/QoKKx3nHgq
— Real Madrid C.F. (@realmadrid) February 11, 2025
Assim, Pep Guardiola lançava De Bruyne e Bernardo no apoio a Haaland, com Savinho e Jack Grealish abertos nas alas, sendo que Rúben Dias também era titular no eixo defensivo e Matheus Nunes e Nico González começavam no banco. Já Carlo Ancelotti tinha Vinícius e Mbappé na frente, com Rodrygo e Jude Bellingham também no onze inicial, e deixava Modric como suplente.
A primeira situação de perigo surgiu ainda dentro do quarto de hora inicial e pertenceu ao Real Madrid, com Mbappé a forçar Ederson a uma defesa apertada quando só tinha o guarda-redes pela frente (12′). Os merengues insistiram e voltaram a ficar perto do golo logo depois, num lance em que Nathan Aké intercetou um remate de Mendy que seria letal (14′), mas a verdade é a vantagem acabou por aparecer na outra baliza.
Haaland combinou com Grealish, o inglês descobriu Gvardiol na área e o defesa croata, ao amortecer com o peito, fez a assistência perfeita para o avançado norueguês atirar e bater Courtois (19′). Guardiola teve de fazer a primeira substituição à passagem da meia-hora, trocando um lesionado Grealish por Phil Foden, e Vinícius ainda ameaçou o empate com um remate forte que passou por cima (43′). Ao intervalo, porém, o Manchester City estava mesmo a vencer o Real Madrid pela margem mínima.
Haaland a tirar a barriga da miséria ????
???? @championsleague | @ManCity 1 x 0 @realmadrid
#DAZNChampions pic.twitter.com/O4LxzhhGbz— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) February 11, 2025
Haaland 1-1 Mbappé ????
???? @championsleague | @ManCity 1 x 1 @realmadrid
#DAZNChampions pic.twitter.com/YWqshnz9Bu— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) February 11, 2025
Pep Guardiola mexeu novamente no início da segunda parte e tirou Manuel Akanji, que revelou muitas dificuldades físicas no primeiro tempo, para colocar Rico Lewis. O empate apareceu à passagem da hora de jogo, com Dani Ceballos a aproveitar um lance de insistência para descobrir Mbappé na área e o francês, de forma acrobática, atirou para bater Ederson (60′).
O treinador espanhol reagiu com mais uma substituição, trocando Nathan Aké por Kovacic, e o Manchester City recuperou a vantagem à entrada para os últimos dez minutos: Ceballos fez falta sobre Foden na área do Real Madrid e Haaland, na conversão da grande penalidade, atirou para bisar (80′). Carlo Ancelotti tirou o mesmo Ceballos para colocar Modric e o problema dos citizens foi o de quase toda a gente que joga contra os merengues na Liga dos Campeões — correr contra o destino.
O Real Madrid voltou a empatar por intermédio de Brahim Díaz, que aproveitou uma defesa incompleta de Ederson após remate de Vinícius para marcar à antiga equipa pouco depois de entrar (86′), e Jude Bellingham, já nos descontos, só precisou de desviar uma tentativa de chapéu do brasileiro à saída do guarda-redes (90+2′). No fim, depois de terem estado a perder por duas vezes, os merengues derrotaram mesmo o Manchester City no Etihad e partem para a segunda mão do playoff em vantagem.
Bisa Haaland ????
???? @championsleague | @ManCity 2 x 1 @realmadrid
#DAZNChampions pic.twitter.com/BIJjWAFx7G— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) February 11, 2025
Na semana dos S. Valentim, Brahim Díaz a aplicar a lei do ex ????
???? @championsleague | @ManCity 2 x 2 @realmadrid
#DAZNChampions pic.twitter.com/E0Yq4oS0Wr— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) February 11, 2025
REMONTADA ???? Bellingham a dar a vitória ao Real Madrid ????
???? @championsleague | @ManCity 2 x 3 @realmadrid
#DAZNChampions pic.twitter.com/KHXaBLToUa— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) February 11, 2025