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Primeiro Putin, depois Zelensky. Esta quarta-feira de manhã, durante cerca de hora e meia, Donald Trump teve uma conversa “longa” e “muito produtiva” com o homólogo russo não só sobre a Ucrânia, como também sobre o Médio Oriente e até a inteligência artificial. Mas é sobre o país invadido pela Rússia em 2022 que surge a principal novidade: o Presidente norte-americano avançou que as negociações para o fim da guerra vão começar “imediatamente”.

“Concordámos que as nossas respetivas equipas iniciem imediatamente as negociações [para a paz] e começaremos por telefonar ao Presidente Zelensky, da Ucrânia, para o informar da conversa, o que farei agora mesmo”, informou Trump numa publicação na ‘sua’ rede social, a Truth Social. Marco Rubio, secretário de Estado, John Ratcliffe, diretor da CIA, Michael Waltz, conselheiro para a Segurança Nacional, e Steve Witkoff, enviado norte-americano para o Médio Oriente, ficaram incumbidos de liderar as conversações, que os EUA acreditam que vão ser “bem-sucedidas”.

Ausente da lista ficou Keith Kellogg, o que causou estranheza uma vez que o antigo tenente-general é o enviado especial de Trump para a Ucrânia e a Rússia e tem estado a trabalhar no plano de paz. “[Kellogg] continua a ser uma parte fundamental desta equipa neste esforço [para acabar com a guerra]. Ele desempenhou um papel tremendo para que as negociações chegassem a este ponto e continua a fazer parte da administração Trump”, esclareceu Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, segundo o The Washington Post.

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Após a conversa com Putin, o Presidente norte-americano disse que quer “acabar com as milhões de mortes” provocadas pela guerra e revelou que vai visitar a Rússia (e o líder russo os EUA): “Concordámos em trabalhar juntos, de forma muito estreita, incluindo visitar as nações um do outro”. O primeiro encontro entre os dois líderes deverá decorrer na Arábia Saudita, num “futuro não muito distante”.

A conversa entre Trump e Putin marca o fim do silêncio entre EUA e Rússia. Joe Biden, que deixou a presidência norte-americana em janeiro, não falava com o homólogo russo há praticamente três anos. O último Presidente dos EUA a visitar a Rússia foi Barack Obama, em 2013. A última vez que Putin visitou os Estados Unidos foi em 2015.

Trump também falou com Zelensky. “Ninguém quer mais a paz do que a Ucrânia”, diz líder ucraniano

Por volta do meio-dia, pouco depois de terminar de falar com Putin, Trump ligou a Zelensky. Durante cerca de uma hora, o líder norte-americano partilhou “detalhes da sua conversa” com o homólogo russo, foram discutidas as “possibilidades para alcançar a paz”, bem como a cooperação entre os Estados Unidos e a Ucrânia e as “capacidades tecnológicas ucranianas”.

“Estou grato ao Presidente Trump pelo seu interesse no que podemos alcançar juntos”, disse Zelensky, numa publicação na rede social X, em que escreveu que “ninguém quer mais a paz do que a Ucrânia”. “Juntamente com os EUA, estamos a definir os nossos próximos passos para acabar com a agressão russa e garantir uma paz duradoura e fiável. Como disse o Presidente Trump, vamos a isso”, salientou o líder ucraniano.

Minutos após a publicação de Zelensky foi a vez de Donald Trump recorrer às redes sociais para adiantar que a conversa com o líder ucraniano “correu muito bem” e que, tal como Putin, este “quer a paz”. “Discutimos uma série de tópicos relacionados com a guerra, mas sobretudo a reunião que vai decorrer na sexta-feira em Munique, onde o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio chefiarão a delegação [norte-americana]”, escreveu o líder norte-americano na Truth Social, mostrando-se esperançoso de que “os resultados dessa reunião sejam positivos”.