O processo Tempestade Perfeita segue para julgamento com os 73 arguidos (43 pessoas e 30 empresas) pronunciados nos mesmos termos da acusação do Ministério Público (MP) conhecida em agosto de 2023, segundo a decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

A decisão instrutória foi lida na quinta-feira e anunciada esta sexta-feira numa nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

De apartamentos a carros, até frigoríficos e cadeiras de jardim. Como funcionou o esquema de corrupção na Defesa

Entre os acusados pronunciados está o ex-diretor da Direção-Geral dos Recursos da Defesa Nacional (DGRDN), Alberto Coelho, num caso que envolve os crimes de corrupção ativa e passiva, branqueamento de capitais, peculato e falsificação ou contrafação de documento.

O ex-dirigente da DGRDN responde por corrupção passiva, peculato, branqueamento e falsificação, com o MP a exigir ainda o pagamento ao Estado de cerca de 86 mil euros, correspondentes a vantagens alegadamente obtidas de forma ilícita.

[“Amiga, faz parte” é o podcast onde a Mariana Ribeiro conversa sobre rotinas, hábitos, viagens, finanças pessoais, amizades, relacionamentos ou selfcare. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

No julgamento estarão igualmente presentes o ex-diretor financeiro daquele organismo, Paulo Morais Branco, bem como o antigo diretor dos serviços de infraestruturas e património, Francisco Marques.

A Paulo Morais Branco e Francisco Marques é imputada a suposta prática dos crimes de corrupção passiva, branqueamento e falsificação de documento, além do pagamento ao Estado de 415 mil euros pelo ex-diretor financeiro e de 272 mil euros pelo antigo diretor dos serviços de infraestruturas e património

Na origem deste caso estão procedimentos de contratação pública de serviços e empreitadas de obras, em que a DGRDN surge como entidade adjudicante. O MP defende que os arguidos se serviram das suas funções públicas para obterem vantagens pessoais ou para outras pessoas e entidades nas referidas adjudicações.