A actual gama da Smart, composta pelo #1 (um SUV com 4,27m de comprimento) e pelo crossover #3 (4,4m), vai ser reforçada em 2025 pelo já apresentado SUV #5, com 4,7m de bitola. Mas a novidade agora foi o anúncio para breve do lançamento do #6, a primeira berlina do construtor, rival de modelos como o Tesla Model 3 e o BMW i4.

A Smart, que durante praticamente duas décadas comercializou veículos pequenos, com uma vocação eminentemente citadina, evoluiu e mudou de estratégia quando o grupo chinês Geely adquiriu 50% da marca à Mercedes e colocou ao seu dispor o banco de órgãos — chassis, motores, sistemas de gestão de energia e baterias — que desenvolveu para as outras marcas do grupo. Daí que o #6 recorra ao mesmo chassi da Zeekr, uma das marcas mais reputadas do grupo Geely, cujo proprietário, Li Shufu, é igualmente o maior accionista da Mercedes. A plataforma sobre o qual o #6 é concebido é a mesma que anima o Zeekr 007, uma berlina com 4,86m de comprimento e 2,96m de distância entre eixos, ou seja, maior do que um Mercedes Classe C (4,71m). Na versão mais potente, o Zeekr 007 recorre a dois motores que totalizam 646 cv, alimentados por um de dois packs de baterias, com 75 ou 100 kWh.

A gama da Smart, sendo que maior dos SUV chegará apenas no decurso deste ano

Destinado a bater-se com o Tesla Model 3, o líder entre as berlinas do segmento D (com cerca de 4,8 m de comprimento), o Smart #6 vai estrear-se no mercado europeu com a versão eléctrica, sendo que esta plataforma da Zeekr permite igualmente montar uma mecânica híbrida plug-in (PHEV). A Smart, que prometeu ser exclusivamente um construtores de veículos eléctricos, poderá assim alargar o leque de clientes-alvo, caso isso seja desejável estrategicamente, se bem que esta “versatilidade” penalize a versão 100% eléctrica em termos de eficiência e de peso.

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Como é habitual nos modelos da marca, a Geely assegura tudo o que é tecnologia e fabrico, enquanto a Mercedes é responsável pelo design. O Smart #6 será revelado ainda em 2025, provavelmente mais próximo do final do ano, para começar a chegar aos clientes do Velho Continente no início de 2026, algum tempo depois do lançamento na China.