A gestora Carla Gonçalo vai ser a nova presidente do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, apurou o Observador. Carla Gonçalo — que atualmente faz parte do Conselho de Gestão da Direção Executiva do SNS — é a escolha da ministra da Saúde para substituir Eva Falcão à frente da instituição.

A gestora, formada em gestão de empresas pela Universidade Lusíada, tem já alguma experiência acumulada na área da saúde. Foi presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental (que integra o Hospital São Francisco Xavier) entre fevereiro e outubro de 2024. Foi também, durante cinco anos, vice-presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) — o braço do Ministério da Saúde que tem a função de assegurar o planeamento e gestão dos recursos financeiros do SNS.

Conselho de Administração do IPO Lisboa não vê mandato reconduzido

Antes, entre 2012 e 2014, Carla Gonçalo tinha sido diretora do Departamento de Gestão e Administração Geral da ACSS. Depois de sair da ACSS, a gestora foi administradora do ICSTE, onde esteve entre 2019 e 2022, antes de ingressar numa empresa de consultoria — de onde saiu em 2024 para presidir, durante escassos meses à ULS de Lisboa Ocidental.

Agora, Carla Gonçalo vai deixar o conselho de gestão da Direção Executiva do SNS — presidida por Álvaro Almeida — para assumir a liderança do IPO de Lisboa. Fica a faltar apenas a confirmação da Cresap, que está a avaliar a adequação da gestora ao novo cargo.

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Carla Gonçalo vai substituir Eva Falcão, a ex-chefe de gabinete de Marta Temido, cujo mandato à frente do IPO de Lisboa terminou a 31 de dezembro de 2024. Fonte do Ministério da Saúde confirmou esta quarta-feira ao Observador que o atual conselho de administração do IPO não vai ser reconduzido para um novo mandato de dois anos.

Apesar de ter conseguido aumentar a atividade assistencial, o mandato de Eva Falcão à frente da instituição ficou marcado por algumas polémicas. Em outubro de 2023, a diretora dos serviços farmacêuticos demitiu-se, alegando falta de profissionais no serviço. Um ano depois, o Observador noticiou que os tempos de espera para as primeiras sessões de quimio e radioterapia estavam a aumentar e já atingiam os três a cinco meses — dada a falta de capacidade do Hospital de Dia (entretanto aumentado) para dar resposta à procura.

IPO de Lisboa. Elevadores avariados provocam constrangimentos e impedem transplantes de medula óssea

Já no final de janeiro deste ano, o Observador também noticiou que o IPO de Lisboa tinha elevadores avariados, uma situação que provocou constrangimentos que chegaram a impedir transplantes de medula óssea — situação que foi ultrapassada cerca de uma semana depois.