A próxima geração da assistente digital criada pela Amazon há mais de uma década vai ter incorporada inteligência artificial (IA) generativa, passando de Alexa a Alexa+. No entanto, a assistente continuará a responder apenas à palavra Alexa.
A novidade, que já tinha sido avançada por alguns meios de comunicação há uns meses, foi oficializada num evento esta quarta-feira, em Nova Iorque. A apresentação ficou a cargo de Panos Panay, que já foi uma dos executivos responsáveis pela área de produto da Microsoft.
Segundo o anúncio da Amazon, a Alexa+ vai ter conseguir “dar respostas mais detalhadas” aos pedidos e também “ter conversas mais naturais e fluídas, que parecem genuínas”. Com as capacidades da IA generativa, passará a compreender de outra forma questões como contexto, seja da conversa atual ou de outras interações, ou significado dos pedidos.
A tecnológica também anuncia que a Alexa+ será dotada de uma maior personalização — ou seja, conseguir “lembrar-se” de questões como programas favoritos ou limitações de dieta e alergias (para auxiliar nas compras, por exemplo).
A Alexa+ vai estar integrada com outros equipamentos, tal como já acontecia com a anterior geração. Se até agora a Alexa é relativamente limitada nos pedidos, com a atualização conseguirá fazer mais: por exemplo, pode conversar com a assistente para pedir recomendações de música consoante o género. Ou, caso tenha tudo integrado, pedir à Alexa+ para mostrar na televisão uma cena específica de um filme. O exemplo dado pela empresa era o pedido de “um filme em que Bradley Cooper canta um dueto”.
As capacidades de IA generativa na assistente resultam do investimento da Amazon numa startup de IA, a Anthropic. Esta empresa é a responsável pelo chatbot Claude, que é alimentado por vários grandes modelos de linguagem (LLM, em inglês), desenvolvidos pela tecnológica formada por dois ex-executivos da OpenAI. Mas a Alexa+ também vai usar outros LLM, incluindo os Nova, desenvolvidos pela própria Amazon.
Nos EUA, a Alexa+ vai tirar partido de parcerias com meios de comunicação como a Associated Press, a Reuters, Time, USA Today ou o Politico, para apresentar mais informação aos utilizadores. Segundo o The Verge, a empresa também vai conseguir ligar a Alexa+ a serviços de outras empresas, como a Uber Eats, Sonos, Wyze, Zoom,m Xbox, Dyson ou mesmo à vendedora de bilhetes Ticketmaster.
A Alexa+ vai ficar disponível nos EUA “nas próximas semanas” nos Estados Unidos e, “em ondas posteriores” para quem tenha os dispositivos Echo Show 8, 10, 15 e 21. As capacidades de IA da Alexa+ vão ser um serviço de subscrição que custará 19,99 dólares por mês, “mas que vai ser gratuito para todos os subscritores do Prime”. O Prime é o serviço de subscrição da Amazon que dá acesso a entregas gratuitas nas compras Amazon e ao serviço de streaming Prime Video. Não há, para já, informação sobre disponibilidade desta novidade no mercado europeu.