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Israel interceta segundo míssil do Iémen após fim do cessar-fogo em Gaza

Este artigo tem mais de 1 ano

Oshouthis anunciaram na semana passada que iriam retomar as operações militares contra navios israelitas ou ligados a Israel em apoio ao grupo islamita Hamas no conflito na Faixa de Gaza.

epa11972491 A display of Houthis-made mock missile and drones at a square in Sana'a, Yemen, 18 March 2025. Yemen’s Houthis have claimed to have targeted the USS Harry S. Truman carrier group with cruise missiles and drones in the northern Red Sea in response to the US airstrikes against their positions in several cities across war-torn Yemen, Houthi military spokesman Yahya Sarea said in a statement.  EPA/YAHYA ARHAB
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YAHYA ARHAB/EPA

YAHYA ARHAB/EPA

Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre o conflito Israelo-palestiniano

O exército de Israel informou esta quinta-feira, na plataforma de mensagens Telegram, que a força aérea intercetou um míssil disparado do Iémen antes de este atravessar o espaço aéreo israelita.

“Sirenes soaram em várias áreas de Israel após o disparo de um projétil do Iémen”, informaram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) às 04h01 (02h01 em Lisboa).

Os rebeldes iemenitas houthis disseram que tinham como alvo o aeroporto Ben Gurion, perto de Telavive.

Este é o segundo míssil lançado do Iémen que Israel interceta desde que retomou os ataques contra o movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, após quebrar o cessar-fogo.

Os houthis anunciaram na semana passada que iriam retomar as operações militares contra navios israelitas ou ligados a Israel em apoio ao grupo islamita palestiniano Hamas no conflito na Faixa de Gaza.

Os houthis, que controlam a capital e outras regiões no norte e oeste do Iémen desde 2015, começaram a atacar há mais de um ano território israelita e navios ligados ao país com drones e mísseis nas águas do Mar Vermelho e do Golfo de Aden, alegando agir em solidariedade com o Hamas, em guerra com Israel desde outubro de 2023.

Israel tem respondido com vários ataques aéreos contra o Iémen, enquanto os Estados Unidos e o Reino Unido também realizaram bombardeamentos contra o país, argumentando que estão a proteger a navegação numa região vital para o comércio mundial.

Rebeldes do Iémen denunciam novo ataque dos EUA

Os rebeldes iemenitas ameaçaram continuar as suas operações até que Israel termine a sua ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Os Estados Unidos lançaram uma série de ataques aéreos no fim de semana contra várias cidades controladas pelos rebeldes xiitas Houthis no norte e centro do Iémen e em Sanaa.

Estes bombardeamentos, que segundo os rebeldes fizeram cerca de 50 mortos, foram ordenados pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para travar a ameaça dos houthis e os seus ataques contra o transporte marítimo e o comércio internacional no Mar Vermelho e Mar Arábico.

Pelo menos 53 mortos em ataques dos EUA no Iémen. Netanyahu planeia demitir chefe de segurança interna por “falta de confiança”

Na quarta-feira, Trump insistiu que o Irão deve parar de imediato o apoio aos houthis, e não apenas reduzi-lo, e afirmou que os rebeldes iemenitas serão “completamente aniquilados” se não cessarem os seus ataques.

O líder da Casa Branca assinalou, na sua plataforma Truth Social, que “danos tremendos” já foram infligidos aos houthis e avisou que “a situação irá piorar progressivamente”, referindo-se aos ataques de Washington nos últimos dias contra o grupo apoiado por Teerão.

“Nem sequer é uma luta justa, e nunca será. Serão completamente aniquilados!”, advertiu.

Trump acrescentou que, embora “haja notícias de que o Irão reduziu o seu fornecimento de equipamento militar e o apoio geral aos houthis”, o regime iraniano “ainda está a enviar grandes quantidades de mantimentos” ao grupo armado que controla parte do Iémen, incluindo a capital, Sanaa.

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