Uma nova era. Foi assim que Nasser Al-Khelaïfi se apresentou em 2011, depois de o Qatar Sports Investment, fundo de investimentos vinculado ao governo do Qatar e do qual é CEO, ter comprado o PSG. O empresário e antigo tenista tornou-se, então, presidente dos rouge et bleu e prometeu transfigurar o clube de alto a baixo, transitando para outros patamares. Volvidos 14 anos, o balanço é bastante positivo, embora haja uma pedra no seu sapato: a Liga dos Campeões. É, provavelmente, o título que falta para Al-Khelaïfi consagrar o seu projeto.
“Fora” dos relvados, outro dado que salta à vista é o facto de o PSG continuar sem ter um estádio próprio. Nos últimos tempos, o líder do clube procurou chegar a acordo com a Câmara de Paris para a aquisição do Parque dos Príncipes, mas acabou por ver as suas propostas recusadas pelo município. “É demasiado fácil dizer agora que o estádio não está à venda. Nós sabemos o que queremos e desperdiçámos anos a tentar comprar o Parque dos Príncipes. Agora acabou, vamos embora”, explicou Nasser, citado pelo Sport.
????????LE PSG A CHOISI MASSY POUR SON FUTUR STADE !
???? L’ ANNONCE OFFICIELLE pourrait intervenir dans les prochaines semaines, sans doute AVANT LA FIN DE LA SAISON !
????⚖️ La décision a été prise en interne par l’actionnaire qatari !
???? Le projet s’élèverait à environ un milliard… pic.twitter.com/pJwkv1gDYL
— ParisSG INFOS (@Paris_sginfos) March 24, 2025
Forçado a encontrar outra solução, o PSG parece já ter encontrado um caminho para se instalar nos próximos anos. De acordo com a imprensa francesa, Massy deverá ser a solução para albergar a construção do seu novo estádio. Trata-se de uma localidade com pouco mais de 50 mil habitantes, localizada a 23,5 quilómetros a sudoeste da capital francesa. Ao que tudo indica, a localização estratégica cumpre com todos os requisitos técnicos e, para além, houve um certo facilitismo por parte dos decisores políticos da região. A decisão final deriva de meses de consultas, visitas, conversas com políticos e de comparações com outras zonas. A comunicação oficial deverá estar para breve.
Saint-Quentin-en-Yvelines, que, desde 2014, é a casa da Federação Francesa de Ciclismo, depois de albergar o Velódromo nacional, e Ris-Orangis eram outras das zonas consideradas pelos clube e que agora ficam pelo caminho devido a divisões na política interna, já que quatro presidentes de Câmara recusaram a nova construção em terrenos agrícolas. O projeto do novo estádio vai custar perto de mil milhões de euros e o novo anfiteatro parisiense terá capacidade para aproximadamente 90 mil pessoas, contando ainda com lojas, escritórios, hotéis e diferentes serviços para o público. Para além disso, a ampliação e melhoria da linha de metro também está a ser cogitada, facilitando os acessos ao local.
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