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O exército israelita reivindicou esta quinta-feira ter atingido “600 alvos terroristas” desde que retomou, a 18 de março, os ataques contra o território palestiniano, sobretudo na Faixa de Gaza, tendo abatido “mais de 250 terroristas”.
“Atingimos mais de 600 alvos terroristas desde que os combates recomeçaram. […] A única coisa que nos pode atrasar é a libertação dos nossos reféns“, afirmou o novo porta-voz do exército israelita, o brigadeiro-general Effie Defrin, na primeira vez que surge nas novas funções desde que foi nomeado, em março passado.
Segundo os mais recentes dados das autoridades sanitárias palestinianas de Gaza, lideradas pelo movimento de resistência islâmica Hamas, os ataques israelitas já custaram a vida a mais de 1.160 pessoas.
“Eliminámos mais de 250 terroristas, incluindo 12 terroristas de topo do Hamas e da sua ala dirigente. Todos são terroristas e todos participaram no massacre de 7 de outubro [de 2023]”, declarou, por seu lado, o porta-voz militar israelita em língua árabe, Avichay Adraee, nas redes sociais.
⭕️في الايام الأخيرة انتقلنا إلى مرحلة جديدة في عملية العزة والسيف وذلك في خدمة اهداف الحزب في اعادة المختطفين وتدمير القدرات العسكرية والسلطويّة لحماس. نحن نحافظ على ضبابية عملياتية بهدف مفاجاة العدو وتحقيق الإنجازات المهمة – أفعالنا ستتحدث.
???? منذ العودة للقتال في قطاع غزة…
— افيخاي ادرعي (@AvichayAdraee) April 3, 2025
Adraee afirmou que Israel entrou numa “nova fase” da guerra no enclave e que manterá a “ambiguidade operacional” para surpreender o inimigo.
“As nossas ações falarão por si”, acrescentou.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou que o exército tinha tomado o controlo do chamado “Corredor Morag“, que divide a Faixa de Leste a Oeste na zona de Rafah (na parte mais a sul do enclave) e a separa da cidade mais próxima, Khan Younis.
Israel anuncia divisão da Faixa de Gaza para obrigar Hamas a entregar reféns
“Estamos a dividir a Faixa e estamos a aumentar a pressão, passo a passo, para que entreguem os nossos reféns. E quanto menos entregarem, mais a pressão aumentará”, disse Netanyahu ao Hamas, numa mensagem de vídeo divulgada na quarta-feira pelo gabinete do primeiro-ministro.
As novas operações militares, que romperam com o cessar-fogo em vigor desde meados de janeiro, obrigaram milhares de pessoas a deslocarem-se de novo, depois de terem regressado às suas casas destruídas durante os meses de tréguas.