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O PSD acusou este domingo o PS de apresentar como programa eleitoral uma “receita para o desastre” com o qual regressaria “o empobrecimento que terminou na bancarrota”, referindo que “Portugal voltaria a ter défice e a aumentar a dívida pública”. Os social-democratas insistiram ainda, por pelo menos três vezes, em comparar Pedro Nuno Santos a José Sócrates. E também em afastar o atual líder do PS do socialista Fernando Medina.

Numa reação na sede do PSD ao programa eleitoral do PS apresentado na véspera, Manuel Castro Almeida, ministro Adjunto e da Coesão Territorial e cabeça de lista do PSD por Portalegre, afirmou que o “desespero apoderou-se do PS”, acusando os socialistas de “prometer tudo a todos sem fazer contas a nada”.

“Se este programa alguma vez fosse aplicado Portugal voltaria ao tempo do empobrecimento que terminou na bancarrota. Pedro Nuno Santos seria o novo José Sócrates. O PS entrou em roda livre, veio ao de cima o seu lado mais imaturo, menos ponderado”, apontou. E alertou: “O PS parece viver noutro mundo, desligado da realidade. E ignora os 18 anos que esteve no poder. Os tempos que correm exigem prudência.”

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Para os social-democratas, o programa do PS “é mesmo o grau zero da responsabilidade política e financeira”, daí que não tenha sido “por acaso que Fernando Medina não estava presente na apresentação”. “Quanto custa cada medida? Onde vai o PS inventar dinheiro? Como pode garantir equilíbrio orçamental?”, questionou.

E, tal como Luís Montenegro fez no sábado, Castro Almeida voltou a comparar o atual líder dos socialistas Pedro Nuno Santos com José Sócrates em 2010. “A diferença é que os portugueses agora estão mais despertos, não querem voltar à banca rota.”

No olhar do PSD,  o principal partido da oposição “pretende distribuir uma riqueza que não cria, mas que distribui cegamente de forma igual por todos”. Exemplo disso é “o IVA Zero, que beneficia quem mais consome e não quem mais precisa“, apontou Castro Almeida. O PS “limita-se a propor uma diminuição significativa da receita fiscal e, ao mesmo tempo, um aumento da despesa estrutural do Estado. É insustentável do ponto de vista financeiro e irrelevante do ponto de vista económico”, acrescentou.

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Nesse sentido, o PSD aponta o dedo ao PS, por ser ele próprio “a abdicar das contas certas; a abandonar essa política”, acusou António Castro Almeida, aludindo ao lema do antigo ministro das Finanças Fernando Medina. “Não me admiro, porque Pedro Nuno Santos valoriza pouco as contas certas, sempre foi pouco rigoroso”, acrescentou depois, fazendo questão de voltar a aproximar o atual líder socialista do antigo primeiro-ministro José Sócrates.

“Lembrem-se que José Sócrates dizia que a dívida não era para pagar, era para gerir. Pedro Nuno Santos disse mesmo que o melhor é não pagar”. Para o social-democrata, um bom programa depende da “mistura de políticas”. “O necessário é que no fim de tudo, considerando todas as despesas e receitas, haja equilíbrio orçamental. E é isso que a AD está a praticar”, terminou.