Pela segunda temporada consecutiva, o Sporting está na final da Taça de Portugal. Os leões deixaram pelo caminho o Rio Ave numa eliminatória em que estiveram praticamente por cima e garantiram a presença na final de 25 de maio, onde deverá encontrar o rival Benfica, que goleou o Tirsense na primeira mão. Em Paços de Ferreira, a casa emprestada dos vilacondenses, os golos de Gonçalo Inácio e Gyökeres permitiu à equipa de Alvalade chegar pela 31.ª vez à decisão da prova rainha, procurando agora a 18.ª conquista do seu palmarés. Para além disso, esta é a quarta final do Sporting nos últimos dez anos — ganhou em 2019 e perdeu em 2024 e 2018 — e a oitava se alargarmos o leque aos últimos 20 anos — ganhou em 2019, 2015, 2008 e 2007 e perdeu em 2024, 2018 e 2012.
Curiosamente, este é o quarto troféu nacional consecutivo em que o Sporting está presente na partida decisiva, o sexto se considerarmos a anterior e a atual edições do Campeonato Nacional. Os leões estiveram presentes nas finais da Taça de Portugal de 2024 e da última Taça da Liga, bem como na Supertaça que abriu esta temporada, três partidas que não conseguiram vencer, embora tenham sido derrotados para lá do tempo regulamentar. Com o triunfo desta terça-feira, os leões garantiram ainda a disputa da próxima Supertaça. No que concerne a Rui Borges que, na antevisão ao jogo com o Rio Ave, assumiu que era um “sonho” chegar ao Jamor, o treinador de 43 anos está pela primeira vez no Jamor e vai jogar a segunda final da sua carreira, depois de ter sido derrotado na última Taça da Liga.
Incontornavelmente, o suspeito do costume voltou a aparecer nesta segunda mão da Taça de Portugal. Com o golo da vitória diante dos rioavistas, Gyökeres marcou pela quarta vez na segunda prova do futebol português e chegou aos 13 golos nos últimos nove jogos. Em toda a temporada, o sueco leva agora 48 golos em 47 jogos, ao serviço dos leões, e 57 tentos em 53 partidas, incluindo a seleção escandinava.
48.º ⚽ golo de Gyokeres esta época, o 4.º na Taça ????????
⚠ Gyokeres é um dos 3.ºs melhores marcadores da Taça, a um dos maiores goleadores da prova, Ká Semedo e Mboulou Júnior pic.twitter.com/mw8uLjoW9C
— Playmaker (@playmaker_PT) April 22, 2025
“Tentámos ser sérios e muito pressionantes desde o início. Queríamos fazer o golo cedo para nos tranquilizarmos e foi o que fizemos. Fizemos o 0-1, fomos melhores, mais pressionantes e o Rio Ave equilibrou até ao intervalo. Pedi para fazermos novamente o golo na segunda parte e a equipa fez. A equipa começou a fazer gestão, deixámos o Rio Ave acreditar durante 10 minutos, mas fomos muito competentes. Deu para gerir alguma malta e é muito importante. Tentámos não mexer muito, tirando o Esgaio, que não jogou numa posição de raiz [médio], mas tem treinado ali. O Maxi jogou a extremo de pé contrário, mas não fugiu à sua dinâmica. Acho que o Pote vai ser muito importante nesta reta final. É um jogador que parou muito tempo, é diferenciado, tem pormenores de um fora de série, mas precisa de confiança e foi isso que tentámos fazer”, começou por dizer Rui Borges à SportTV.
“Gyökeres ficou aborrecido? Isso passou-lhe passados cinco minutos. Faz parte da competitividade dele. É um colega excecional, estava a dizer aos colegas para chutar e tudo. É um fora de série na competitividade, na fome. Estou feliz porque fez mais um golo e oxalá que ele faça muitos porque acredito que possa vencer a Bota de Ouro. Final? É um sonho tornado realidade. Acredito que seja no Jamor porque tem a sua história. Estamos novamente noutra final e também garantimos a Supertaça. Somos um grande clube e queremos estar nas finais. Compreeendo a questão da segurança, mas [o Jamor] é história e o sonho enquanto treinador. É claro que o Jamor é sempre mítico”, concluiu.
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