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Bordalo II criou monopólio gigante em praça lisboeta. Autarquia está a remover instalação e diz que calçada portuguesa "foi danificada"

Este artigo tem mais de 1 ano

Um grande jogo de Monopólio, em lona, foi instalado em praça de Lisboa, numa crítica à especulação imobiliária. Autarquia está a remover obra e diz que calçada portuguesa do local "foi danificada".

"Onde o direito à habitação é como um jogo", escreve o artista plástico na sua página de Instagram
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▲"Onde o direito à habitação é como um jogo", escreve o artista plástico na sua página de Instagram

▲"Onde o direito à habitação é como um jogo", escreve o artista plástico na sua página de Instagram

O artista português Bordalo II instalou um enorme jogo de Monopólio na Praça Duque da Terceira, no Cais do Sodré, em Lisboa, na manhã desta sexta-feira. A obra, feita em lona, que no vídeo partilhado pelo artista é vista a ser pregada ao chão, foi intitulada de “Provoc”.

Bordalo II utilizou o Instagram para partilhar as imagens do momento da instalação do tabuleiro de jogo em ponto grande, onde partilha também a seguinte mensagem: “Onde o direito à habitação é como um jogo.” Trata-se de uma crítica do artista plástico à crise da habitação em todo o país, com especial incidência em Lisboa.

Ao Observador, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) informa que se encontra a proceder à “remoção da lona colocada na Praça Duque da Terceira”, indicando que esta é uma “instalação não autorizada pela autarquia, que representa um atentado ao património da cidade.”

“Essa instalação obrigará, aliás, à reparação da calçada portuguesa artística existente no local, a qual ficou danificada na sequência deste ato”, alega ainda a autarquia liderada por Carlos Moedas.

Nas “casas” do jogo de tabuleiro em tamanho grande criado por Bordalo II podem ser compradas propriedades no Campo Grande a 6 mil euros, na Avenida Almirante Reis a 10 mil euros e no Rossio por 40 mil euros, numa referência ao preço da habitação por metro quadrado na capital. Estão também marcadas as “casas” de “impostos de luxo” a 10 mil euros.

Esta não é a primeira vez que o artista plástico utiliza a arte para fazer críticas sociais, com destaque para a crise da habitação. Em 2023 criou a obra “Desalojamento Local”, criando sinais de indicações alternativos na capital e montando várias tendas decoradas como se fossem casas dos bairros típicos de Lisboa, numa “Rua Angústia”, instalada no miradouro de São Pedro de Alcântara. Noutra imagem, colocou uma almofada e cobertor num banco de jardim, acompanhados por pantufas e uma mesa de cabeceira.

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