O governo da Índia acusou o Paquistão de violar o acordo de cessar-fogo cerca de cinco horas depois de o mesmo ter sido celebrado, este sábado. Vikram Misri, o ministro dos Negócios Estrangeiros, reagiu aos bombardeamentos ouvidos em Srinagar, a principal cidade de Caxemira sob controlo indiano, e Jammu.

“Ao longo das últimas horas, houve violações repetidas do acordo a que chegámos esta tarde. É uma quebra do entendimento a que chegámos mais cedo”, afirmou, citado pela agência noticiosa Reuters. O ministro garantiu ainda que as forças armadas indianas receberam instruções para “lidar de forma forte com as violações ao longo da fronteira”.

Omar Abdullah, chefe do Governo regional da Caxemira administrada pela Índia, denunciou explosões no seu perfil no X. “O que raio aconteceu ao cessar-fogo? Explosões ouvidas em Srinagar!!!”

Noutro post, frisou: “Isto não é um cessar-fogo. As unidades de defesa aérea abriram no meio de Srinagar.” A eletricidade também foi cortada na cidade onde vive mais de um milhão de pessoas.

Pouco depois, o Paquistão negou ter violado o cessar-fogo. O ministro da Informação do país, Attaullah Tarar, recusou as alegações indianas que disse carecerem de fundamento. “O Paquistão não violou o cessar-fogo, nem pensou nisso. É um momento de celebração e a nação paquistanesa está a celebrar a sua vitória hoje.”

Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, já reagiu e apelou a que o cessar-fogo seja duradouro, revelando ainda que o Reino Unido tem estado envolvido há “alguns dias” nas conversações de paz. Este acordo tinha surgido há algumas horas após mediação dos EUA, com a finalidade de acabar com o conflito que se iniciou a 22 de abril e que já provocou quase 100 mortes.

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