Tudo começou com mensagens de voz e publicações de admiração no então Twitter (atual X) de um aparente admirador da atriz norte-americana Jennifer Aniston. A situação prolongou-se durante dois anos, até que na passada segunda-feira, passavam 20 minutos do meio-dia de 5 de maio, Jimmy Wayne Carwyle bateu com o carro no portão da mansão da atriz, que estava em casa, em Bel Air, em Los Angeles. Detido e presente a tribunal na quinta-feira, o juiz pediu uma avaliação psicológica do alegado stalker, que está acusado de perseguição e vandalismo.
Depois de danificar o portão, o homem de 48 anos, natural de New Albany, no Mississippi, foi detido pelos seguranças privados de Aniston já no caminho de acesso à casa, que impediram a sua fuga até à chegada da polícia, explicou em nota de imprensa o gabinete do Procurador-Geral de Los Angeles. O suspeito, com ferimentos leves, ficou sob a custódia da polícia de Los Angeles e incorre numa pena de prisão de até três anos, lê-se no mesmo comunicado, que identifica a atriz como Jennifer A.
O que parecia ter sido um simples acidente ganhou contornos mais graves quando, durante a investigação, se descobriu que não tinha sido por acaso que o homem fora contra o portão da frente da propriedade descrita na semana passada na Architectural Digest “como uma casa moderna de meados do século XX”. Era o mesmo que entre 2023 e 2025 tinha enviado “várias mensagens não desejadas de voz e nas redes sociais, bem como e-mails” para Aniston, e partilhado na internet inúmeras publicações que revelavam a sua “devoção” à atriz, famosa por interpretar Rachel Green, na série Friends.
“A perseguição é um crime que pode rapidamente evoluir de assédio para ações perigosas e violentas, ameaçando a segurança das vítimas e das nossas comunidades”, afirmou o procurador Distrital Nathan J. Hochman no comunicado de imprensa.
Jimmy Wayne Carwyle apareceu semi despido no tribunal na quinta-feira depois de dias antes embater com o carro no portão da frente da mansão de Jennifer Aniston
Na quarta-feira, dia 7 de maio, Carwyle foi acusado de perseguição e vandalismo e com uma possível agravante: ser uma “ameaça de agressão física grave”. E na quinta-feira, o arguido, que tem cadastro criminal leve, dirigiu-se ao tribunal com a sua advogada para uma primeira audiência meio despido e apresentando claros sinais de problemas de saúde mental. O juiz, Keith L. Schwartz, acabou por ordenar uma avaliação psicológica para perceber se o detido é ou não imputável.
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Apesar de a advogada alegar que o seu cliente não é um perigo para a atriz — “Não acredito que seja um problema neste momento ele ficar longe de Aniston” — o juiz emitiu uma ordem de restrição que impede Carwyle de ter qualquer “contacto com Jennifer Aniston”, refere o New York Post,
Nem a atriz nem os seus assessores comentaram o caso ou responderam aos pedidos da imprensa internacional. Mas um amigo do arguido partilhou no Facebook um vídeo em que conta como Carwyle começou a dizer que Deus queria que ele se casasse com Aniston algum tempo depois da pandemia da Covid-19. Marty Merritt conheceu Carwyle na escola e já adultos tornaram-se amigos quando começaram a frequentar a mesma igreja. Só que a pandemia veio mudar tudo, conta Merritt: Carwyle começou a enviar-lhe mensagens ultrajantes — incluindo afirmações de ser Deus e o Anticristo — e a publicar coisas “assustadoras” na internet. Merritt diz que Carwyle tem problemas mentais, que surgiram quando passou a consumir drogas, que precisa de ajuda e lamenta o sucedido a Aniston.
Texto editado por Dulce Neto