Foi uma semana de autêntica desilusão, mas também de início de novo capítulo. A derrota na final da Liga Europa, contra o Tottenham, levou Ruben Amorim a garantir novamente que será o primeiro a sair do Manchester United se não for a “pessoa certa” para conduzir o projeto. Nos dias seguintes, porém, terá recebido a certeza de que será o treinador dos red devils no início da próxima temporada –– e começou a comportar-se nesse sentido. 

De acordo com o The Athletic, o treinador português aproveitou o treino deste sábado para comunicar aos jogadores, num dos relvados de Carrington, que irá continuar a liderar a equipa. Além disso, disse a Alejandro Garnacho para procurar novo clube durante o verão, garantindo que não conta com o avançado argentino — depois de este, em conjunto com a família, terem publicamente criticado a decisão de Ruben Amorim de o ter deixado no banco na final da Liga Europa.

“Se a direção achar que não sou a pessoa certa, saio no dia seguinte. Sem indemnização.” A garantia de Amorim depois da 16.ª derrota do ano

Era neste contexto que o Manchester United encerrava a temporada este domingo, em Old Trafford e contra o Aston Villa, num dos dez jogos que decorriam exatamente à mesma hora para concluir a Premier League. Amorim apostava em Amad Diallo e Mason Mount no apoio a Højlund, tal como tinha acontecido durante a semana, e deixava Alejandro Garnacho e André Onana de fora da convocatória, com o turco Altay Bayindir a assumir a baliza. Do outro lado, num Aston Villa que tinha de ganhar e esperar por maus resultados dos rivais diretos para garantir o apuramento para a Liga dos Campeões, Unai Emery tinha John McGinn, Marco Asensio, Morgan Rogers e Ollie Watkins no setor mais adiantado.

“Foi muito difícil para nós perder o jogo da final, porque fomos a melhor equipa e tivemos mais oportunidades. A temporada foi muito difícil e não apenas para mim. Tivemos muitas mudanças dentro do clube e às vezes são precisos anos para mudar todo o staff. Precisamos de nos concentrar no futuro e manter-nos positivos, porque eu sei a maneira como quero jogar. Isso é parte do entusiasmo, a ideia de que podemos mudar alguma coisa”, disse o treinador português na antevisão do último jogo da época de estreia em Inglaterra.

A primeira parte terminou sem golos, mas o Manchester United foi a melhor equipa e realizou uma das melhores exibições desde que Ruben Amorim chegou a Inglaterra, beneficiando de várias oportunidades que não conseguiu concretizar. O treinador português foi forçado a realizar uma substituição, lançando Diogo Dalot no lugar do lesionado Mazraoui, e Emiliano Martínez acabou por ser expulso com cartão vermelho direto por derrubar Højlund quando o avançado seguia isolado para a baliza. Ou seja, ao intervalo, o jogo estava empatado sem golos mas o Aston Villa estava já em inferioridade numérica, com Asensio a ser o sacrificado para a entrada do guarda-redes Robin Olsen.

A condição física de Diogo Dalot, porém, ainda não deve ser a ideal, já que o lateral português foi substituído por Kobbie Mainoo logo no início da segunda parte. O Manchester United conseguiu mesmo abrir o marcador já dentro do quarto de hora inicial: Bruno Fernandes tirou um cruzamento perfeito e Amad Diallo, de cabeça, desviou para marcar (76′). Os red devils fecharam as contas já perto do fim, por intermédio de Eriksen e de grande penalidade (87′), e despediram-se da temporada com uma vitória em Old Trafford e no 15.º lugar da Premier League.

Nos outros jogos decisivos do dia, o Manchester City venceu o Fulham de Marco Silva em Londres (0-2) e garantiu o terceiro lugar, assim como o apuramento para a Liga dos Campeões. Aos citizens juntam-se o Chelsea, que derrotou o Nottingham Forest (0-1) e ficou na quarta posição, e ainda o Newcastle, que perdeu em casa com o Everton (0-1), mas assegurou o quinto lugar. Em sexto, com acesso à Liga Europa, ficou o Aston Villa, com a equipa de Nuno Espírito Santo a entrar na Liga Conferência via sétima posição.

Também este domingo e na despedida de uma temporada onde voltou a conquistar a Premier League, o Liverpool viu Jürgen Klopp regressar a Anfield pela primeira vez desde que deixou o clube, mas não foi além de um empate com o Crystal Palace (1-1) no último jogo de Trent Alexander-Arnold pelos reds. Por fim e já com o segundo lugar e respetiva Liga dos Campeões também assegurados, o Arsenal venceu o Southampton (1-2).