O amarelo queimado das paredes, do pastel de nata ou de um pôr do sol no verão, é o elemento em comum em todas as fotografias, que poderiam estar tanto emolduradas numa parede em casa como num livro a decorar uma mesa de centro. A Assouline prepara-se para lançar um novo coffee table book em homenagem a Lisboa que traz uma mistura de editoriais de moda, arquitetura, paisagens, gastronomia e imagens poéticas do quotidiano. Chama-se Lisboa Luz, faz parte da série de viagens da marca de luxo, e chega ao público num dia especialmente lisboeta: 13 de junho. Com prefácio de Miguel Guedes de Sousa, administrador hoteleiro e o CEO da Amorim Luxury, grupo de luxo liderado por Paula Amorim, que é também a sua mulher; o livro aspira a ser “uma carta de amor e uma jornada visual” pela capital portuguesa, com curadoria e texto de Carlos Souza e Charlene Shorto.
▲ O livro fica disponível a 12 de junho por 105 euros
Logo nas primeiras linhas lê-se que Lisboa vive um “renascimento”, que atrai estrangeiros de todas as classes e backgrounds, desde os nómadas digitais aos reformados, incluindo os refugiados do Brexit e artistas conhecidos internacionalmente, como Madonna, Michael Fassbander, Alicia Vikander, Scarlett Johanson, Monica Belucci e Christian Louboutin. E é neste clima que também chega o autor. Mais de 25 anos de experiência no mundo fashion como embaixador global da Valentino levaram Carlos Souza, ou Cacá, para os brasileiros, a conhecer e viver o que há de melhor em todo o mundo. Da vida frenética em Nova Iorque, ao fervilhar da moda em Roma, com paragens para respirar a natureza do Rio de Janeiro, há cerca de 4 anos o relações públicas fixou-se também em Portugal. Mais especificamente no Chiado, onde encontrou o estilo de vida calmo que quer seguir depois de décadas de lá para cá. “O clima ameno de Lisboa foi definitivamente uma das razões que me fizeram mudar para cá. Aproveito verdadeiramente todas as estações”, diz ao Observador.
Um abrandar que ainda inclui cerca de quatro meses por ano nas casas em Roma e em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Em Portugal, assume que gosta “especialmente do verão na Comporta, a apenas um passo de Lisboa. É um lugar tão especial, e que inspirou o meu primeiro livro, Comporta Bliss, também para a série de viagens da Assouline.” Carlos Souza tem outros dois coffee table books Assouline, Amalfi, lançado em 2020 dentro da mesma coleção, e Carlos’s Places, uma compilação de fotografias tiradas pelo mundo e que revelam os seus lugares preferidos, desde bares em São Paulo a estações de ski na Suíça.
Para a edição sobre Lisboa, Carlos Souza e a mulher, Charlene Shorto, costuram a história centenária da cidade — de Alfama a Belém, passando é claro pela Avenida da Liberdade ou o Príncipe Real — com os lugares que recomendam. Destacam a variedade da oferta gastronómica e dizem que é em Lisboa que se come “o melhor peixe grelhado”, recomendando clássicos como o Belcanto, Café de São Bento, Gambrinus e Aqui Há Peixe, além de espaços desenhados para juntar o que há de mais tradicional, os chef’s de renome e as opções que agradam aos visitantes internacionais, como é o caso do Time Out Market.
▲ A fotografia que para Carlos Souza melhor representa a luz de Lisboa
@ Carlos Souza
Carlos e Charlene reservam ainda um capítulo para o fado, descrevem a beleza dos azulejos, da cerâmica e da filigrana, dizem que Joana Vasconcelos é uma heroína portuguesa e também dão dicas de lojas onde se encontra o artesanato português, como A Vida Portuguesa ou a Caza de Vellas Loreto. “Lisboa tem belezas em cada esquina. Encontro inspiração em tudo o que vejo. Os museus da cidade são especialmente significativos para mim, porque contam a história rica de Portugal e as jornadas dos descobridores. Algumas das minhas favoritas incluem o Museu Nacional de Arte Antiga, Casa Ásia e o Museu do Azulejo”, diz Carlos Souza.
Mas a inspiração principal está no título do livro. “Lisboa tem uma luz especial”, confidencia o relações públicas, do alto da sua experiência internacional, com vivências que incluem círculos sociais de luxo e glamour. Uma qualidade que, Carlos Souza garante, “é verdadeiramente sem preço”.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]