O senador colombiano Miguel Uribe, provável candidato à presidência da Colômbia, foi baleado em Bogotá na noite deste sábado (madrugada de domingo em Lisboa), num evento de campanha.
De acordo com a Reuters, que atualizou o seu estado de saúde algumas horas depois, o senador sobreviveu a uma primeira cirurgia para tratar os ferimentos, adiantou a sua mulher e o hospital onde se encontra ainda internado, na unidade de cuidados intensivos.
A Procuradoria-Geral da Colômbia divulgou um comunicado a revelar que “um menor de 15 anos foi detido com uma arma de fogo do tipo pistola Glock (9mm)”.
O governo do Presidente de esquerda, Gustavo Petro, “denunciou categórica e energicamente o ataque” ao senador conservador.“Este ato de violência constitui um atentado não só contra a integridade física do senador, mas também contra a democracia, a liberdade de pensamento e o exercício legítimo da política na Colômbia”, sublinhou a Presidência colombiana num comunicado.
Miguel Uribe, um senador de 39 anos e membro do partido conservador Centro Democrático, da oposição, foi atingido num parque público no bairro de Fontibon, na capital colombiana.
O partido de Uribe condenou o ataque e referiu numa nota pública que “indivíduos armados dispararam sobre ele pelas costas”, descrevendo o ataque como grave, mas sem revelar mais informações sobre o estado de saúde do senador.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o político de 39 anos a discursar numa reunião de campanha na zona oeste da capital, quando se ouviram tiros. Outras imagens mostram-no deitado no tejadilho de um veículo, com o corpo ensanguentado.
O presidente da Câmara Municipal de Bogotá, Carlos Galan, informou que Uribe estava a ser “tratado com urgência” e que “o atirador foi detido”.
Miguel Uribe pertence ao partido Centro Democrático, cujo líder é o influente ex-presidente Álvaro Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2018. Não há qualquer relação de parentesco entre os dois, mas muita afinidade.
O senador conservador, um dos principais pré-candidatos às presidenciais no próximo ano pela direita conservadora, anunciou em outubro último que aspirava suceder a Petro, de quem é um forte crítico, em 2026.
O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sanchez, condenou o atentado e anunciou na rede social X que as autoridades oferecem uma recompensa até 3 milhões de pesos (638,7 mil euros) por qualquer informação que leve à captura dos responsáveis. “Espero sinceramente que ele esteja bem e fora de perigo”, escreveu a ministra dos Negócios Estrangeiros, Laura Sarabia, na rede social X.
O Governo português juntou-se às condenações, considerando que “o uso de violência em democracia, agravado pela instrumentalização de jovens, é intolerável”.
“O Governo português condena veementemente o atentado contra a vida do senador colombiano e pré-candidato presidencial Miguel Uribe. O uso da violência em democracia, agravado pela instrumentalização de jovens, é intolerável”, afirmou, numa nota publicada nas redes sociais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Na nota, o ministério liderado por Paulo Rangel manifestou ainda “toda a solidariedade à família e ao povo colombiano”.