O antigo assessor pessoal do ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro garantiu esta segunda-feira, perante o Supremo Tribunal Federal, que o ex-chefe de Estado planeou a anulação das eleições de 2022 que perdeu contra o agora Presidente, Lula da Silva.

Mauro Cid, que colaborou com a Polícia Federal nas investigações contra Bolsonaro, confirmou esta segunda-feira que assessores do ex-chefe de Estado lhe apresentaram um documento que previa a declaração do estado de defesa e de sítio e a detenção de magistrados do Supremo.

“O Presidente recebeu e leu. Ele, de certa forma, enxugou o documento, basicamente retirando as autoridades das prisões. Somente o senhor [juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes] ficaria como preso. O resto, não”, disse Mauro Cid, que está a ser interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

Para além de Mauro Cid, o ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro deverá ser também interrogado esta segunda-feira, estando acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de património.

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