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A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada por Israel e pelos Estados Unidos, divulgou esta quinta-feira que pelo menos cinco pessoas morreram, e várias ficaram feridas, num ataque do Hamas contra um autocarro que transportava membros desta organização.

O ataque ocorreu pelas 22h00 (20h00 em Lisboa) e visou um autocarro que transportava mais de 24 elementos desta organização de ajuda humanitária e trabalhadores palestinianos que apoiam a GHF. “No momento do ataque, a nossa equipa estava em viagem para um dos nossos centros de distribuição [de ajuda] na zona oeste de Khan Younis”, destacou o organismo, em comunicado.

De acordo com os dados preliminares divulgados pela GHF, pelo menos cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas. A fundação teme ainda que várias pessoas tenham sido feitas reféns pelo movimento islamita palestiniano. Considerando este um “ataque contra a humanidade”, a GHF instou a comunidade internacional a “condenar imediatamente o Hamas pelo ataque não provocado e as ameaças contínuas contra trabalhadores que apenas tentam alimentar o povo palestiniano“. “Apesar deste hediondo ataque, vamos continuar a nossa missão de providenciar ajuda fundamental à população de Gaza”, pode ler-se.

Criticada pela ONU e por outras organizações de ajuda humanitária por violar as normas internacionais de neutralidade na prestação de ajuda, a GHF faz parte de um plano controverso que envolve a presença de segurança privada e do exército israelita em Gaza para proteger o perímetro dos pontos de distribuição de alimentos.

Após mais de um ano e meio de guerra, a situação humanitária desastrosa na Faixa de Gaza foi desencadeada pelo ataque sem precedentes em 7 de outubro de 2023 no território israelita pelo movimento islâmico palestiniano Hamas, no poder desde 2007, que provocou 1.218 mortes, de acordo com uma contagem da agência noticiosa France-Presse baseada em dados oficiais.

Mais de 55.000 palestinianos, a sua maioria civis, foram mortos na ofensiva israelita de retaliação em Gaza, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.