O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou a notícia, avançada pela Reuters, que dava conta que o Presidente norte-americano vetou um plano israelita para matar o líder supremo do Irão, o ayatollah  Ali Khamenei. “Há tantas notícias falsas sobre conversas que nunca aconteceram — não vou entrar nessa discussão”, disse Benjamin Netanyahu no domingo.

O conselheiro israelita para a segurança nacional, Tzachi Hanegbi, também negou a informação, considerando que se tratam de “notícias falsas do mais alto nível.”

Com base em duas fontes oficiais da administração norte-americana, a agência Reuters avançou no domingo que o Presidente Donald Trump se opunha ao plano para matar Ali Khamenei. “Descobrimos que os israelitas planeavam atacar o líder supremo iraniano. O Presidente Trump era contra e dissemos para não avançarem“, garantiu uma fonte.

O governo de Donald Trump quer evitar que a operação militar de Israel, que visa eliminar o programa nuclear do Irão, possa tornar-se num conflito ainda mais amplo e viu no plano para matar Khamenei uma ação que poderia agravar a situação e desestabilizar a região, acrescentaram fontes citadas por várias agências de notícias.

No domingo, Trump advertiu o Irão para não atacar alvos norte-americanos no Médio Oriente, considerando, ao mesmo tempo, que Israel e o Irão podem “em breve” chegar a acordo para pôr fim à escalada do conflito. Garantiu também que os Estados Unidos “nada tiveram a ver com o ataque ao Irão”, no terceiro dia de ataques de mísseis recíprocos entre Telavive e Teerão.

A guerra entre Israel e o Irão, foi desencadeada na madrugada de 13 de junho por bombardeamentos israelitas que visaram instalações militares e nucleares iranianas. O Irão retaliou com centenas de mísseis direcionados a cidades como Telavive e Jerusalém. O conflito já fez dezenas de mortos e centenas de feridos de ambos os lados.