Carlos Alves, recluso de 57 anos, fugiu na tarde desta sexta-feira do Estabelecimento Prisional de Sintra. O homem, preso por violência doméstica e posse de arma, evadiu-se quando integrava um grupo de presos que trabalhava nas obras no exterior da prisão, avançou o Correio da Manhã e confirmou o Observador junto de fonte do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional. A família do recluso já foi avisada da fuga.

A Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais assegurou ao Observador que a fuga se deu pelas 16h quando o prisioneiro pintava paredes de um muro numa escola fora da prisão, mas dentro dos terrenos da cadeia. Segundo detalhou a SIC Notícias, seriam os muros do Edifício Rumos, junto à escola do Estabelecimento Prisional de Sintra.

“Furtou-se à vigilância dos guardas, saltou uma rede e evadiu-se“, explicou a DGRSP sobre o recluso que estava prestes a cumprir dois terços dos quatro anos a que foi condenado por violência doméstica e posse de arma proibida. De imediato, foram iniciadas as “diligências” devidas, sendo comunicada a fuga aos órgãos de polícia criminal para proceder à recaptura deste prisioneiro.

Questionada posteriormente pela Lusa, esta direção-geral avançou ainda que a família do recluso já foi informada da fuga, sendo que uma das filhas disse que a mãe estará a viver no estrangeiro. Entretanto, foi também aberto um “processo de averiguações interna a cargo do serviço de autoria e inspeção, coordenado por um magistrado do Ministério Público” para averiguar circunstâncias que permitiram a fuga, acrescentou a DGRSP.

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Um só guarda acompanhava 11 reclusos

Frederico Morais, Presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, detalhou que Carlos terá aproveitado para escapar quando o único guarda que acompanhava os vários prisioneiros olhou para outro dos reclusos. A DGRSP diz que não consegue detalhar quantos guardas estariam a vigiar o grupo: “Isso é o que o processo de averiguações virá a apurar”.

Em declarações à SIC Notícias, o sindicalista detalha que estavam 11 reclusos a realizar trabalhos de pintura, sendo que apenas havia um guarda a vigiá-los, quando, anteriormente, este número seria mais elevado: quatro guardas em permanência. “É óbvio que é impossível manter a vigilância contínua sobre 11 pessoas, é quase impossível. E o recluso apanhou um momento de fragilidade do regime fechado.”

Além disto, Frederico Morais salientou ainda que, no “perímetro” em que tudo aconteceu, “à volta da zona onde trabalham reclusos, [antes] havia quatro torres ativas onde estavam sempre guardas prisionais”.

Notícia atualizada às 13h09 de sábado