Num pequeno texto partilhado esta sexta-feira na Truth Social, o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, escreveu várias vezes: “nunca vou vencer um Prémio Nobel da Paz”. Isto apesar de, segundo o próprio, ter feito muito por merecê-lo.
Depois de revelar que, com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, conseguiu organizar “um maravilhoso tratado entre a República Democrática do Congo e a República de Ruanda”, onde já morreram milhares de pessoas, Trump puxou dos galões para recordar a sua intervenção em vários conflitos.
“Representantes de Ruanda e do Congo estarão em Washington na segunda-feira para assinar os documentos. Este é um Grande Dia para África e, francamente, um Grande Dia para o Mundo! Não receberei um Prémio Nobel da Paz por isso, não receberei um Prémio Nobel da Paz por parar a guerra entre a Índia e o Paquistão, não receberei um Prémio Nobel da Paz por parar a guerra entre a Sérvio e o Kosovo“, continua, numa descrição que engloba ainda o conflito entre Egito e Etiópia — onde “uma enorme barragem construída pela Etiópia, estupidamente financiada pelos EUA, reduz substancialmente o fluxo de água para o Rio Nilo”.
“Não receberei um Prémio Nobel da Paz por fazer os Acordos de Abraão no Médio Oriente que, se tudo correr bem, (…) unificarão o Médio Oriente pela primeira vez em séculos!”
Donald Trump diz que “faça o que fizer”, nunca irá ser laureado com o prémio atribuído pela fundação nórdica e que premeia quem fizer um trabalho notável pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução de exércitos, ou pela promoção de congressos pela paz.
“Não, nunca vou conseguir o Prémio Nobel da Paz faça o que fizer, incluindo Rússia/Ucrânia e Israel/Irão, quaisquer que sejam esses resultados, mas as pessoas sabem e isso é o que importa”, escreveu.
Apesar da ideia de Trump não ser novidade, esta semana ganhou mais força depois do governo paquistanês ter nomeado formalmente o Presidente dos EUA para o prémio de 2026, pelo seu “papel diplomático decisivo e liderança fundamental” na crise Índia-Paquistão, avançou o India Today.
Na primeira passagem pela Casa Branca, Trump já tinha abordado a hipótese de conseguir o prémio, cujas candidaturas podem ser submetidas por qualquer pessoa que cumpra os critérios para fazer a nomeação.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 5.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]