Há seis meses, no dia 20 de janeiro, Donald Trump tomou posse e voltou a ser Presidente dos Estados Unidos. Meio ano volvido, assinalou a data na rede social Truth Social, a que dá preferência para fazer comunicados ao país e esclarecer determinadas informações, escrevendo que os EUA foram “totalmente ressuscitados” depois de terem estado “mortos” sob a liderança de Joe Biden, seu antecessor.

“Wow, o tempo voa! Hoje é o aniversário de seis meses do meu segundo mandato. É importante notar que está a ser aclamado como um dos períodos mais importantes de qualquer Presidente”, começou por escrever Trump. “Por outras palavras, fizemos muitas coisas boas e ótimas, incluindo o fim de inúmeras guerras de países que não estão ligados a nós, a não ser pelo comércio e/ou, em certos casos, pela amizade”, salienta, sem mencionar diretamente a que países se refere.

A mensagem não termina sem uma referência indireta à liderança de Joe Biden, mas também ao país que considera que os Estados Unidos são atualmente: “Seis meses não é muito tempo para ressuscitar totalmente um grande país. Há um ano, o nosso país estava MORTO, sem quase nenhuma esperança de renascimento. Hoje, os EUA são o país mais ‘sexy’ e mais respeitado em todo o mundo. Feliz Aniversário!!!”.

Entre tarifas sobre bens importados, incluindo da União Europeia, e o escrutínio crescente relacionado com o caso Epstein (e possíveis ligações que terá a esse magnata), os primeiros seis meses de Donald Trump no segundo mandato na Casa Branca foram também marcados pela entrada dos Estados Unidos na guerra do Médio Oriente. Em junho, o país atacou instalações nucleares iranianas. Quanto ao conflito entre Rússia e Ucrânia, apesar de ter prometido acabá-lo em 24 horas, um acordo de paz ainda não foi alcançado. Novas negociações estão marcadas para esta quarta-feira.

É ainda preciso fazer menção à lei “Big Beautiful Bill”, o plano de isenções fiscais amplamente apoiado por Trump que levou a uma zanga pública com Elon Musk, de quem foi aliado durante a campanha eleitoral e nos primeiros tempos na Casa Branca. O lema de Donald Trump não muda, permanece o mesmo de sempre: “Make America Great Again” (MAGA).

Mais gastos com defesa e fronteiras, mexidas nos impostos e corte no Medicaid. Com que linhas se cose o mega pacote orçamental de Trump?

[É sábado. No lobby de um hotel de Albufeira um assassino misterioso espera junto ao bar por um convidado especial: representa a Organização para a Libertação da Palestina. Quando o vê entrar, o terrorista dispara quatro tiros e foge. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]