A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve esta quarta-feira, em flagrante delito, três homens e duas mulheres, de nacionalidade estrangeira, por serem suspeitos do crime de furto de carteira e levantamentos de dinheiro com os cartões bancários furtados. Depois de ouvidos por um juiz, ficaram a aguardar julgamento em prisão preventiva. Suspeita-se que pertençam a uma “associação criminosa transnacional” devido aos métodos sofisticados e tecnológicos utilizados.
A detenção ocorreu na Praça do Império, descreve a PSP numa nota à comunicação social, quando quatro dos carteiristas seguiram uma turista. “Esta subia as escadas da passagem inferior junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, enquanto as duas mulheres [carteiristas] estrategicamente se colocaram à sua frente para a impedir de andar, os dois homens colocaram-se nas suas costas e um deles abriu-lhe a mala e furtou-lhe a carteira, voltando para trás”, descreve com precisão a força policial, revelando a primeira parte do método dos suspeitos.
Os investigadores da F3C, força especial da PSP destinada ao combate deste fenómeno criminal, viram a ação dos carteiristas no momento em que ela ocorria e seguiram-nos até à Praça do Império, em Lisboa, local onde três dos carteiristas se preparavam para entrar numa viatura com o quinto carteirista ao volante para proporcionar uma fuga rápida do local.
Foi nesse momento que os investigadores procederam à detenção dos quatro carteiristas que apanharam em flagrante delito a furtar a turista. O quinto carteirista fugiu na viatura e levou consigo os cartões bancários da vítima, tendo ido depois a um ATM fazer oito levantamentos de 150 euros cada, num total de 1200€. Foi mais tarde localizado na sua residência pelas autoridades. Foi então detido e recuperada a importância ilegalmente levantada do multibanco que foi entregue à vítima.
Durante a investigação, a PSP apurou que o carro era alugado e que servia para a fuga dos sítios da prática dos furtos para rapidamente chegarem a um “local onde se encontrava um touchpad com um leitor de cartões bancários, dispositivo este que se suspeita ser para a realização de movimentos/transações monetárias imediatas com os cartões furtados às vítimas”. Ou seja, as pessoas furtadas não teriam sequer tempo de cancelar o cartão, para não ser possível realizar levantamentos.
Perante todos estes detalhes, os investigadores perceberam que estavam perante um grupo de carteiristas “com um elevado grau de sofisticação e organização” aliado à sua forma de atuação com “meios técnicos já com alguma tecnologia que permitem concluir que se está perante um grupo de topo dos carteiristas”.
A PSP revela ainda que dos cinco detidos apenas dois tinham histórico por este tipo de furtos sendo que os outros três tinham acabado de chegar a Lisboa, foram presentes a primeirointerrogatório judicial junto do juiz de instrução criminal tendo-lhes sido aplicada a medida de coação mais gravosa, ficando os cinco a aguardar julgamento em prisão preventiva.