Erin, o primeiro furacão da temporada de 2025 no Oceano Atlântico, atingiu este sábado a categoria 5 — a mais elevada na escala de Saffir-Simpson –, anunciou o Centro Nacional de Furacões (NHC). Uma evolução significativa já que cerca de 24 horas antes se encontrava na categoria mais baixa. Torna-se, assim, um dos furacões a passar por um processo de intensificação mais rápido de que há registo no Atlântico, noticiou a CNN.

É incomum um furacão de categoria 5 formar-se tão cedo na temporada, principalmente fora do Golfo do México, segundo notou o canal norte-americano. Além disso, a rápida intensificação para a categoria mais elevada também pode ser considerada atípica, algo que acontece com maior frequência nos meses de setembro e de outubro.

Como se forma um furacão de categoria 5?

O Erin é um de apenas 43 furações de categoria 5 de que há registo no Atlântico. A temporada de furacões no Atlântico de 2025 torna-se a quarta consecutiva com uma tempestade deste nível, depois de o ano passado ter trazido duas (Beryl e Milton).

Segundo a previsão do Centro Nacional de Furacões, o Erin deverá passar a norte das Ilhas Leeward, das Ilhas Virgens e de Porto Rico até domingo. Depois deverá mover-se a leste das Ilhas Turks e Caicos e para o sudeste das Bahamas.

Mesmo não estando na rota de grandes massas de terra, o NHC alertou que as ondas geradas pelo furacão vão afetar partes do norte das Ilhas Leeward, das Ilhas Virgens, de Porto Rico, onde se esperam “chuvas fortes”, durante o fim de semana. Também se esperam “condições de tempestade tropical” nas Ilhas Turks e Caicos. Já durante a próxima semana o Erin vai gerar rebentação e correntes que podem pôr em risco vidas nas praias das Bahamas, na maior parte da costa leste dos EUA e em algumas zonas do Canadá.