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Na aldeia de Porto de Vacas, em Pampilhosa da Serra, os bombeiros que combatiam as chamas na noite de segunda-feira foram surpreendidos por Marquinhos, uma criança de seis anos, que correu para abraçar cada um dos operacionais que estavam próximos da sua casa.

Júlio Costa, o pai do menino, não estava presente no momento em que Marquinhos abraçou os bombeiros, mas conta ao Observador que o filho “gosta muito das autoridades, tanto de bombeiros como de polícias. Gosta de toda a gente. Foi uma reação dele, um gesto de solidariedade“.

O momento, partilhado nas redes sociais, aconteceu a cerca de 20 metros da casa da família Costa (onde os carros dos bombeiros estavam estacionados), quando Marquinhos, segundo o pai, “foi doar água e leite” aos profissionais que estavam a combater as chamas.

Rapidamente o vídeo ganhou destaque e em vários comentários, os utilizadores ressaltam que se tratou de um gesto “de gratidão” e “de esperança” num momento em que os bombeiros continuavam a enfrentar o fogo. “Lindo gesto”, “um abraço que vale mais que mil palavras“, um “gesto simples, mas de valor imenso” e “que este vídeo seja um exemplo para nós, adultos” são alguns dos comentários que se podem ler nas redes sociais.

Na noite de segunda-feira, as casas não estavam cercadas pelas chamas, mas Júlio diz-nos que o fogo estava próximo. Agora, a situação “está mais calma”, apesar de os helicópteros “continuarem a abastecer numa barragem aqui do rio Zêzere”.

Na aldeia de Porto de Vacas, os moradores não estão confinados e ajudam os bombeiros a combater o incêndio que começou dia 13, em Arganil, também no distrito de Coimbra, e que se estendeu aos distritos de Castelo Branco e Guarda. Júlio afirma que há uma casa de convívio no largo principal onde “as portas estão todas abertas para todos [incluindo bombeiros] repousarem um bocadinho”, sendo que toda a aldeia disponibilizou “água, comida e cafés” para quem precisar.

Na manhã desta quarta-feira, e depois de o fogo ter posto várias aldeias em risco, o incêndio já estava sem chama ativa e, segundo disse à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio, “durante a noite, mais uma vez, fez-se um trabalho extraordinário a tentar reduzir as linhas de fogo e conseguiu-se. Neste momento, não vemos fogo”.

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