A possibilidade de reduzir para apenas um piloto a tripulação mínima em voos comerciais foi afastada após um relatório encomendado pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) concluir que a medida aumentaria os riscos da aviação comercial.

O estudo, desenvolvido ao longo de três anos, avaliou a viabilidade das chamadas “operações com tripulação mínima alargada”. A conclusão foi clara: apesar dos avanços tecnológicos, não há garantias de que voar com apenas um piloto seja tão seguro como com dois, como é atualmente a regra.

O documento destaca os riscos relacionados com fadiga, sonolência e incapacitação súbita dos pilotos, além de realçar a importância das verificações duplas (cross check). O estudo admite que, no futuro, um “cockpit inteligente” poderá assumir mais tarefas, mas assinala que seriam necessárias novas soluções de segurança.

As associações de pilotos, que se tinham manifestado contra a ideia, aplaudiram as conclusões do parecer. A European Cockpit Association classificou o relatório como uma “chamada de realidade”, alertando que fabricantes e companhias aéreas continuam interessados em reduzir a presença humana na cabine. “Embora as conclusões confirmem e reforcem as nossas preocupações existentes, as motivações subjacentes à pressão para operações de tripulação reduzidas ainda estão muito presentes”, avisou a associação