Vive a mais de 3.000 quilómetros da Utah Valley University. Nem sequer é norte-americano. Mora em Toronto, no Canadá. Contudo, nas redes sociais, quando ainda se sabia pouco do que se passava, o seu nome e sua fotografia ficaram associados à morte do ativista conservador Charlie Kirk.

Pouco tempo depois do assassinato, Michael Mallinson recebeu uma chamada da filha a comunicar-lhe que a sua fotografia estava a circular online e que estava a ser apontado como o atirador de Charlie Kirk. E o homem de 77 anos, um bancário reformado canadiano, ficou “chocado” quando soube das notícias.

“Fiquei apenas chocado. O quão rapidamente isto aconteceu, como é que o nome e a foto de alguém pode ser difundida tão rapidamente”, contou Michael Mallinson ao New York Times.

O bancário na reforma mostra-se também preocupado com o que pode acontecer no futuro. “Espero que, dado que o ciclo noticioso é tão rápido, o efeito disto passe”, disse, acrescentando que pode haver sempre “a possibilidade de que alguns idiotas se fixem a esta informação e comecem a fazer alguma coisa em relação a isto”.

Michael Mallinson já comunicou o sucedido às autoridades locais e tentou limpar a sua presença nas redes sociais. E também está a ponderar processar indivíduos ou sites que tenham colocado a circular a notícia falsa.

O canadiano foi confundido com outro homem que acabou detido no campus universitário. Numa altura de bastante confusão, após Charlie Kirk ter sido baleado, surgiram vários vídeos que mostravam um homem que assistia ao evento, George Zinn, a ser detido por obstrução à Justiça — acabou por ser libertado momentos depois.

Nas redes sociais, no entanto, também correu logo o rumor que George Zinn seria o homem que teria alvejado Charlie Kirk. Foi depois desmentido pelas autoridades.