A poupança das famílias portuguesas voltou a aumentar no segundo trimestre de 2025, atingindo 12,6% do rendimento disponível, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se de uma subida de 0,2 pontos percentuais face aos primeiros três meses do ano, com o indicador a reverter a ligeira quebra registada no início do ano.

Apesar de as chamadas despesas de consumo final terem crescido 1,4%, o rendimento disponível das famílias cresceu ainda mais, 1,5%. É este resultado que explica a recuperação da taxa de poupança entre abril e junho, indicou o INE em dados publicados nesta terça-feira.

“O crescimento do Rendimento Disponível Bruto (RDB), conjugado com o aumento de 1,4% da despesa de consumo final (1,5% no trimestre precedente), determinou um ligeiro aumento da taxa de poupança das Famílias para 12,6% (12,4% no trimestre anterior)”, afirma o INE no relatório publicado nesta terça-feira.

Estas são variações calculadas em termos nominais, salienta o organismo oficial de estatísticas. Na componente do consumo, a variação também é influenciada pela evolução dos preços, pelo que se calcula que, a preços constantes, o consumo final terá crescido 0,7% nos 12 meses até ao final do segundo trimestre.

Por outro lado, o rendimento disponível bruto das famílias ascendeu a 19,3 mil milhões de euros no segundo trimestre, uma subida de 1,2% face ao trimestre anterior. Já o investimento das famílias, sobretudo ligado ao setor da habitação, avançou 4,3% no mesmo período. A taxa de investimento familiar, que é medida pela relação entre a Formação Bruta de Capital Fixo e o rendimento disponível, fixou-se em 6%, mais 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior.