A Lufthansa reafirma o seu interesse na privatização da TAP no mesmo dia em que anunciou um plano estratégico para reforçar a rentabilidade o qual prevê o corte de 4.000 empregos até 2030.

Numa resposta ao Observador, fonte oficial da companhia alemã indica que tem sido manifestado “de forma consistente, o nosso forte e duradouro interesse em adquirir uma participação na companhia aérea de bandeira portuguesa, a TAP Air Portugal”.  O grupo “apoia a consolidação de companhias aéreas europeias”, tendo este ano finalizado a compra de uma participação de 41% na italiana ITA, e saúda o processo de privatização lançado pelo Governo.

“Estamos atualmente a analisar o processo, a avaliar cuidadosamente o caderno de encargos publicado e a examinar todos os requisitos, tudo dentro do prazo de 60 dias. Estamos a avaliar a nossa potencial participação e investimento, em plena conformidade com o processo de venda e guiados pelo nosso interesse alargado e estratégico na TAP”.

Lembrando a parceria de longa data com a empresa portuguesa no quadro da Star Alliance e o investimento mais recente em instalações de manutenção no Porto, o grupo considera ser “o melhor parceiro para a TAP e para Portugal”.

A redução de empregos na Lufthansa vai focar-se na área administrativa, sobretudo na Alemanha, é um dos vários eixos do plano que para além do corte de custos aposta numa renovação de frota, melhor cooperação com os parceiros comerciais para elevar sinergias e aumentar a eficiência através da transição para processos de automação, digitais e de inteligência artificial.

O processo de privatização da TAP arrancou na semana passada com a publicação do caderno de encargos, o qual prevê que os potenciais candidatos façam uma declaração de interesse até 22 de novembro.

“Estamos muito interessados na TAP”. Air France KLM quer a gestão comercial e admite Estado português na holding que controla companhias

Para além da Lufthansa, também a Air France KLM e a AIG têm repetido o seu interesse em entrarem na corrida e esta segunda-feira são conhecidos alguns dos trunfos e condições da estratégia do grupo franco-neerlandês para a TAP.

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