A “esmagadora maioria” dos portugueses vai ter um desagravamento do IRS a pagar no próximo ano, garantiu Joaquim Miranda Sarmento nesta quinta-feira. O ministro das Finanças tinha acabado de ser questionado, na conferência de imprensa, sobre os trabalhadores que possam ter aumentos salariais superiores aos 3,51% em que foram atualizadas as “balizas” de cada escalão – basta que tenham aumentos de 4,6% como os que foram acordados na concertação social para que, se estiverem próximos do limite máximo de um certo escalão, possam passar a pagar mais IRS.

Mas o ministro das Finanças garante que, seja por via dos escalões seja por via das taxas, “na esmagadora maioria dos casos” os portugueses irão pagar menos imposto sobre o rendimento. As consultoras financeiras concordam que, “considerando as medidas anunciadas, isto é, a atualização de todos os escalões do IRS em 3,51% e a redução das taxas do 2.º ao 5.º escalão em 0,3 pontos percentuais, antecipa-se que, em 2026, o IRS seja, de forma geral, inferior ao de 2025, o que se traduzirá num aumento do rendimento líquido”.

As simulações partem do ponto de partida que o contribuinte mantém o mesmo salário. As simulações são referentes ao imposto pago de forma anualizada. O que se recebe mensalmente varia, no entanto, com as tabelas de retenção. Miranda Sarmento já garantiu que estas serão atualizadas em janeiro com a revisão dos escalões e das taxas de IRS.

Veja as simulações da PwC para encontrar o caso mais próximo de si e saber quanto poderá poupar no imposto.

Solteiro sem dependentes

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Casado (dois titulares) sem dependentes

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Casado com dois dependentes

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O valor de referência usado para calcular o mínimo de existência foi também revisto, acompanhando a subida do salário mínimo nacional cujo valor em cima da mesa da concertação social está nos 920 euros e foi com base nesse valor que foi proposto o mínimo de existência.

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A consultora Deloitte também preparou um conjunto de simulações que partilhou com o Observador e que ajudam a antecipar a redução do imposto.

Nestas simulações foram consideradas deduções à coleta correspondentes às “Despesas Gerais e Familiares” no valor de 250 euro por sujeito passivo, bem como as “Deduções por dependentes” (quando aplicável).

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Para os pensionistas, a Deloitte simulou os seguintes cenários:

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Outra consultora, a EY, também partilhou várias simulações, estruturadas conforme o rendimento mensal (e, também, incluindo pensionistas em várias situações). Por simplificação, assume-se que os dependentes têm todos idades superiores a seis anos, pelo que a dedução correspondente será de 600 euros por dependente.

Rendimento mensal de 1.500 euros

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Rendimento mensal de 2.000 euros

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Rendimento mensal de 2.500 euros

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Rendimento mensal de 3.000 euros

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Rendimento mensal de 4.000 euros

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Rendimento mensal de 5.000 euros

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