A CP abriu um inquérito interno para apurar as possíveis causas da “anomalia” ocorrida esta segunda-feira que levou uma carruagem a soltar-se de um comboio intercidades entre Lisboa e Faro. Esta situação resultou de uma “rutura do engate entre duas composições, o que resultou na separação de carruagens do comboio”, diz a empresa.

A CP sublinha ainda que “não existem registos anteriores da ocorrência desta falha no elemento mecânico que entrou em rutura”.  E assegura que a “segurança dos passageiros não foi afetada, uma vez que as composições ferroviárias estão projetadas para frenarem e imobilizarem os veículos nestas situações, como aconteceu.”

Comboio Intercidades da CP perdeu carruagem a meio de viagem entre Lisboa e o Algarve

O episódio foi relatado esta terça-feira pelo jornal Público e confirmado num esclarecimento enviado pela empresa ferroviária esta tarde, na sequência de perguntas feitas pelo Observador.

A CP indica que “a anomalia” aconteceu à saída da estação de Grândola por volta das 16 horas e que depois da imobilização da carruagem, os “passageiros que seguiam na carruagem afetada foram conduzidos, de forma segura, para as restantes carruagens”. O comboio prosseguiu a viagem para a Faro depois de verificadas todas as carruagens e as suas condições de segurança. Para trás ficou a carruagem que se soltou e para cujo transporte a CP contou com a ajuda de uma locomotiva da Medway, operador ferroviário de mercadorias.

O Observador também questionou o Governo, tendo fonte oficial indicado que a secretaria de Estado da Mobilidade está a acompanhar desde a primeira hora o incidente ocorrido e do qual não resultaram feridos ou danos materiais.

Nos esclarecimento enviados, a CP “reforça que as manutenções periódicas de todo o material circulante são escrupulosamente executadas pela empresa” e que o plano de inspeções da carruagem em questão “está a ser cumprido como previsto”. Mas adianta que seguindo “procedimentos internos, foi já dado início a um inquérito para apurar possíveis causas e possíveis ações de melhoria”. A manutenção da CP esteve durante anos autonomizada numa empresa distinta, a Emef, que esteve na calha para ser vendida a privados durante o Governo de Passos Coelho. A Emef foi integrada na CP em 2019 por iniciativa do então ministro Pedro Nuno Santos.

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Sem responder a perguntas do Observador sobre se existe uma ligação entre a maior pressão do aumento de procura e a atividade de manutenção, a CP destaca “o esforço e a dedicação das equipas de manutenção que, com competência e empenho garantem a operação de cerca de 1350 comboios diariamente. Estes trabalhadores têm um papel crucial, contribuindo para oferecer um serviço seguro aos nossos clientes. Salientamos, ainda, a atuação das demais equipas de suporte da CP que asseguraram, de forma exemplar, a gestão da operação e o acompanhamento dos passageiros”.

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