Ficou em prisão preventiva o suspeito do homicídio do turista norte-americano em Cascais, confirmou ao Observador o advogado do detido. Com 23 anos, o cidadão português está fortemente indiciado por dois crimes de homicídio — um consumado e outro na forma tentada.
Presente ao juiz para conhecer as medidas de coação esta sexta-feira, o jovem ficou em silêncio por sugestão do advogado, não tendo apresentado qualquer justificação para o que aconteceu na noite da morte do turista norte-americano.
O caso ocorreu em Cascais depois de uma provocação por motivos fúteis. Dois turistas norte-americanos foram atacados — um, que tentou ajudar o noivo, morreu no local, apesar da reanimação feita pelo INEM, e outro sofreu ferimentos na face e nos braços, tendo sido transportado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A Polícia Judiciária confirmou apenas a detenção deste suspeito agora com a medida de coação de prisão preventiva.
O advogado Paulo Mendes dos Santos, que na quinta-feira já tinha criticado a atuação do Ministério Público — por “violar as regras da obtenção de prova” — , adiantou ao Observador que o juiz lhe deu razão quanto à invocação de “nulidade do reconhecimento”. Por isso, o advogado admite recorrer do despacho após uma análise mais profunda.
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Texto editado por Dulce Neto