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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta sexta-feira que se reuniu com representantes do fabricante norte-americano dos sistemas de mísseis Tomahawk e Patriot, que Kiev exige para se defender da invasão russa.
“Discutimos a capacidade de produção da Raytheon, as possíveis vias de cooperação para fortalecer a defesa aérea e as capacidades de longo alcance da Ucrânia, bem como a perspetiva de produção conjunta ucraniana-americana“, disse Zelensky na rede social X.
During my meeting with Secretary of the U.S. Department of Energy Chris Wright, we discussed in detail energy capacities and potential projects for partnership in the energy sector.
I spoke about Russia’s strikes on Ukraine’s energy system and the need to restore the affected… pic.twitter.com/4Jj2uyLMtp
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 17, 2025
Numa outra mensagem publicada no X, o Presidente ucraniano indicou que também se reuniu com representantes do grupo Lockheed Martin.
“Descrevi as necessidades específicas da Ucrânia para os sistemas de defesa aérea e os seus mísseis compatíveis, bem como para as aeronaves F-16″, acrescentou.
I had a meeting with representatives of the defense company Lockheed Martin.
We discussed our prospects for cooperation and ways to strengthen Ukraine’s protection against Russian aggression.
I outlined Ukraine’s specific needs for air defense systems and their compatible… pic.twitter.com/NaGCPJjSot
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 17, 2025
O Presidente norte-americano, Donald Trump deverá reunir-se esta sexta-feira na Casa Branca com Zelenskyy, que espera que Washington lhe forneça mísseis Tomahawk, apesar dos protestos de Moscovo.
Os mísseis Tomahawk norte-americanos permitiriam à Ucrânia atacar em profundidade o território russo, e Moscovo já avisou que o envio destas armas para Kiev constituirá, na sua opinião, uma “escalada no conflito”.
Com a Rússia a intensificar os ataques às infraestruturas energéticas na Ucrânia, os Tomahawk serão o “tema principal” do encontro desta sexta-feira de Zelenskyy com Trump, disse um responsável ucraniano citado pela agência de notícias francesa France-Presse.
Referiu também os sistemas de defesa aérea Patriot, numa altura em que os ucranianos temem enfrentar o inverno sem luz ou aquecimento.
O Presidente norte-americano anunciou que vai reunir-se com o homólogo russo em Budapeste, sem indicar uma data, após uma conversa telefónica entre ambos em que garantiu terem sido “feitos grandes progressos”.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 — após a desagregação da antiga União Soviética — e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões — Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia — além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
Estas condições são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que, juntamente com os aliados europeus, exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de entabular negociações de paz com Moscovo.
Por seu lado, a Rússia considera que aceitar tal oferta permitiria às forças ucranianas, em dificuldades na frente de batalha, rearmar-se, graças aos abastecimentos militares ocidentais.