Francisco Pinto Balsemão nasceu em Lisboa, em 1937. Licenciou-se em direito e cedo se destacou como jornalista e defensor das liberdades cívicas durante o Estado Novo. Após o 25 de Abril, foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata (PSD), ao lado de Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota.

Em 1973, fundou o semanário Expresso, juntamente com Marcelo Rebelo de Sousa e Augusto Carvalho. O semanário tornou-se uma referência do jornalismo português e um símbolo da liberdade de imprensa num país que não sabia ainda o que era a democracia.

Após a morte de Sá Carneiro (1980), Balsemão assumiu a liderança do PSD em 1981. Tornou-se primeiro-ministro nesse mesmo ano, cargo que exerceu até 1983. O seu governo enfrentou um período político conturbado, mas manteve o compromisso com a consolidação democrática e a modernização do país.

Depois de abandonar a política ativa, dedicou-se em pleno à comunicação social. Em 1992, criou a SIC, a primeira televisão privada portuguesa, abrindo uma nova era no audiovisual nacional.

Ao longo da vida, Balsemão deixou uma marca profunda na política e nos media, como fundador de instituições centrais da democracia portuguesa — o Expresso, a SIC e o próprio PSD. Era reconhecido como uma das figuras mais influentes da vida pública contemporânea. Morreu esta terça-feira, aos 88 anos.

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A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agressão a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui.]