Turim voltou a aparecer no calendário europeu de uma equipa portuguesa. Nos últimos 11 anos, foram já nove as vezes em que uma formação nacional viajou até à capital de Piemonte, no norte de Itália, para enfrentar a Juventus. A história começou com o Benfica, na meia-final da Liga Europa 2013/14 (apuramento das águias), seguindo-se o FC Porto nos oitavos da Champions 2016/17 (eliminação) e o Sporting, na fase de grupos da mesma competição na época seguinte (derrota por 2-1). Já na nova década, a velha senhora voltou a cruzar com os dragões nos oitavos da prova milionária, em 2020/21, tendo sida eliminada em sua casa. Mais recentemente, os encarnadas viajaram até ao Juventus Stadium para vencer em duas ocasiões (2-1 em 2022 e 2-0 na época passada), sendo que, pelo meio, os leões foram eliminados nos quartos da Liga Europa, em 2022/23. Há cerca de um mês, no feminino, o Benfica também defrontou a Juventus no palco do jogo desta terça-feira, tendo perdido (2-1).
Depois de um período de maior incerteza, o Sporting chegou a Itália a viver um bom momento, com cinco vitórias conseguidas, algo que não acontecia desde abril. Embora tenha apresentado, nos últimos jogos, alguns períodos de menor eficácia e com dificuldades na criação, a estabilidade da equipa de Rui Borges é notória, mais ainda numa competição em que somou seis pontos nas três primeiras jornadas, colocando-se em boa posição para avançar para a fase a eliminar. Ainda assim, foi em Itália que os leões somaram a única derrota nesta campanha europeia, frente ao Nápoles (2-1), sendo que nunca tinham vencido a Juventus, consentindo três derrotas e dois empates (ambos 1-1) nos cinco jogos até aqui realizados. Diego Callai, Bruno Ramos, Rayan Lucas, Salvador Blopa e Rodrigo Ribeiro foram chamados pelo treinador leonino para esta partida, juntamente com Luis Suárez, que treinou com o joelho direito ligado na véspera.
“Podemos melhorar em todos os aspetos. Se melhorarmos no aspeto ofensivo, fazemos muito mais golos e podemos sofrer porque ganhamos na mesma. Nos últimos jogos temos crescido a nível defensivo e os golos que sofremos foram em transições, principalmente na Champions, contra o Marselha e o Nápoles. É algo que temos de melhorar, principalmente neste patamar, em que se paga caro. No que é interno, somos das melhores defesas. Não somos a melhor nos números, mas temos crescido e melhorado. Temos de trabalhar muito no processo ofensivo também, até porque criamos imenso e podíamos ter ainda mais golos. Penso que não se trata de vingança nenhuma. Pode motivar-nos o facto de nunca termos ganhado em Itália, mas vamos defrontar uma grande equipa, que agora tem um grande treinador. Ainda não perdeu em casa esta época. Temos de ser o que temos sido. Somos o Sporting, queremos ganhar e também temos a nossa grandeza independentemente do adversário. Vamos respeitar quem está do outro lado, mas não vamos fugir ao que temos sido e ao que somos”, assumiu Borges na antevisão.
Ficha de jogo
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Juventus-Sporting, 1-1
4.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões 2025/26
Allianz Stadium, em Turim (Itália)
Árbitro: Daniel Siebert (Alemanha)
Juventus: Michele Di Gregorio; Pierre Kalulu, Federico Gatti, Teun Koopmeiners; Weston McKennie, Manuel Locatelli (Fabio Miretti, 83’), Khéphren Thuram (Filip Kostic, 72’), Andrea Cambiaso; Francisco Conceição (Edon Zhegrova, 72’), Kenan Yildiz (Jonathan David, 87’) e Dusan Vlahovic (Vasilije Adsic, 83’)
Suplentes não utilizados: Mattia Perin, Simone Scaglia; Loïs Openda, Daniele Rugani, João Mário e Jonas Rouhi
Treinador: Luciano Spalletti
Sporting: Rui Silva; Georgios Vagiannidis (Eduardo Quaresma, 67’), Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo; Morten Hjulmand, João Simões (Hidemasa Morita, 82’); Geovany Quenda (Geny Catamo, 67’), Francisco Trincão, Pedro Gonçalves (Alisson Santos, 82’); Fotis Ioannidis (Luis Suárez, 72’)
Suplentes não utilizados: João Virgínia; Matheus Reis, Giorgi Kochorashvili, Rodrigo Ribeiro, Bruno Ramos, Salvador Blopa e Ricardo Mangas
Treinador: Rui Borges
Golos: Maxi Araújo (12’) e Vlahovic (34’)
Ação disciplinar: cartão amarelo a Thuram (24’), Cambiaso (27’), Pote (33’), Maxi Araújo (61’) e Hjulmand (73’)
Noutro panorama está a Juventus, que vive um período de grande instabilidade, que culminou com a saída do treinador Igor Tudor na última semana. Para o seu lugar chegou Luciano Spalletti que, na estreia, bateu a Cremonense (fora, 2-1), já depois de o interino Massimo Brambilla ter colocado fim a uma série de oito jogos sem vencer. Na Liga dos Campeões, os bianconeri procuravam a primeira vitória, depois de terem perdido com o Real Madrid e empatado diante de Villarreal e B. Dortmund. “Será um jogo muito difícil. O Sporting sabe jogar futebol. Desde a chegada de Rui Borges, o Sporting tem demonstrado uma ideia muito clara de jogo. A qualidade no meio-campo é inacreditável. Uma das características do futebol português é que as equipas são boas nas trocas posicionais. As várias zonas do campo estão sempre povoadas, seja por quem for. Além disso, eles têm uma grande capacidade de trocar passes em espaços curtos no meio-campo adversário, o que representa uma ameaça para qualquer equipa que os defronte. É uma sorte estar na Champions. Se o futebol fosse um hotel, a Champions seria a suite”, partilhou Spalletti.
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Em relação à última partida, Rui Borges fez três alterações na sua equipa, com Georgios Vagiannidis, Geovany Quenda e Fotis Ioannidis a saltarem para o onze inicial. Em sentido inverso, Geny Catamo e Luis Suárez começaram a partida no banco, ao passo que Iván Fresneda falhou o jogo por lesão. Na Juventus, Luciano Spalletti operou duas alterações, com Francisco Conceição a entrar no onze inicial, por troca com Filip Kostic, ao passo que Kenan Yildiz voltou à titularidade, com Loïs Openda a sentar-se no banco. João Mário, o outro português da equipa italiana, também foi suplente. Com Weston McKennie pela direita e Andrea Cambiaso a fechar o corredor esquerdo, os leões entraram com uma postura pressionante, a condicionar a primeira fase de construção italiana, mas a Juventus reagiu bem e dominou a primeira fase, na qual Maxi Araújo somou alguns erros que se traduziram em lances de perigo.
Num desses lances, Conceição abriu em McKennie na direita, o médio cruzou para o segundo poste, onde Dusan Vlahovic apareceu completamente sozinho a rematar de primeira, para defesa a dois tempos de Rui Silva (9′). O uruguaio redimiu-se pouco depois, numa excelente jogada de envolvimento dos leões, que culminou com Francisco Trincão a servir Maxi para o primeiro golo, com o lateral a desferir um remate cruzado, sem hipótese para Michele Di Gregorio (12′). Logo a seguir, o internacional português recebeu dentro da área e rematou com o pior pé, a bola desviou em Khéphren Thuram e embateu em cheio na barra da baliza da velha senhora (14′). A Juventus reagiu de pronto e quase aproveitou mais uma perda de bola de Maxi Araújo, mas o cabeceamento de Vlahovic foi travado por uma enorme defesa de Silva (17′). No ataque seguinte repetiram-se os protagonistas, com o sérvio a atirar colocado, da entrada da área, para uma estirada decisiva do português (18′).
Remate cruzado de Maxi Araújo para o primeiro dos leões ????#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Juventus #SportingCP pic.twitter.com/6vkxT7UfDX
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A partir daí a turma de Alvalade tentou congelar o jogo baixando o ritmo na circulação de bola, mas os bianconeri continuaram perigosos, com Manuel Locatelli a receber sozinho à entrada da área e a rematar ligeiramente o lado do poste direito da baliza leonina (33′). No minuto seguinte, Yildiz recebeu de costas para a baliza, no lado esquerdo, e deixou para a desmarcação de Thuram, que atraiu a marcação dos médios e desposicionou Ousmane Diomande, aproveitando para conduzir para a área e cruzar rasteiro para o desvio certeiro de Vlahovic para o empate (34′). Com a equipa do Sporting cada vez mais perdida, principalmente no ataque, os italianos voltaram a desequilibrar pela asa esquerda, com o turco a cruzar atrasado para o remate de Chico, que só não terminou no fundo da baliza porque Gonçalo Inácio se colocou à frente da bola (40′). Desta forma, o jogo chegou empatado ao intervalo, num resultado que se revelava mais penalizador para a equipa da casa (1-1).
Desta vez Vlahovic não perdoou e empatou a partida em Turim ????#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Juventus #SportingCP pic.twitter.com/NK7kpXEyrX
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Sem alterações no recomeço da partida, o bicampeão nacional voltou a apresentar dificuldades nos primeiros minutos, com o jogo a entrar numa toada mais física e faltosa. A Juventus continuou a dominar, a chegar com perigo no ataque e a criar oportunidades, mostrando facilidades em superior a primeira linha de pressão leonina e em chegar rapidamente à área de Rui Silva. Nesse sentido, Rui Borges recorreu Geny Catamo e Eduardo Quaresma para estancar o lado direito, retirando Quenda e Vagiannidis. Pouco depois foi a vez de Luis Suárez render o desinspirado Ioannidis, com Luciano Spalletti a aproveitar para colocar Filip Kostic e Edon Zhegrova, com Conceição a sair.
Com o jogo em aberto à entrada para a reta final, Borges esgotou as alterações com Hidemasa Morita e Alisson Santos a entrarem para os lugares de João Simões e Pote, com Spalletti a optar por Fabio Miretti e Vasilije Adsic. Lançado por Suárez, Geny dispôs da primeira oportunidade da segunda parte, ao rematar ao lado depois de arrancar da direita para o meio (85′). Já com Jonathan David em campo, a Juventus voltou à carga depois de um cruzamento de Pierre Kalulu, com o canadiano a ganhar à defesa e a cabecear, ao primeiro poste, para mais uma enorme defesa de Rui Silva (90+2′). Na derradeira oportunidade do encontro, Maxi Araújo perdeu a bola em zona proibida e permitiu a Kostic rematar em zona perigosa, mas um corte clamoroso de Morten Hjulmand evitou o golo (90+4′). Desta forma, o Sporting saiu de Turim com um ponto (1-1).
SPORTING | Maxi ganhou o ponto, Rui Silva defendeu-o ????
◉ Sporting entrou forte, marcou e ainda ameaçou o segundo de imediato mas depois só deu Juve e Rui Silva (MVP leonino) foi fundamental no resultado positivo dos leões em Turim
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