Desfeito o tabu. Sem Paulo Portas na corrida, o CDS vai apoiar Luís Marques Mendes nas próximas eleições presidenciais. Depois de alguma especulação — desde o encontro noturno com Henrique Gouveia e Melo aos suspiros por Paulo Portas —, o partido liderado por Nuno Melo acabou por decidir alinhar com o PSD em torno do antigo comentador televisivo.
Em comunicado, a direção do partido, que esteve reunida na quarta-feira à noite, sublinha que “decidiu declarar institucionalmente apoio à candidatura” do social-democrata. “A Comissão Executiva considera que a candidatura de Luís Marques Mendes, atendendo ao percurso político e à experiência do candidato, ao conhecimento das competências exigidas no exercício da função, bem como à sua capacidade de diálogo e de garantia de estabilidade, é a que melhor representa o espaço político em que o CDS se integra”, acrescenta-se.
Ainda em setembro, Nuno Melo assumia abertamente que votaria em Paulo Portas caso este decidisse avançar. “Apoiaremos aquele que faça mais sentido. Nenhum de nós duvidará que se o Paulo Portas quisesse ser candidato presidencial teria o partido todo com ele. A mim, seguramente teria, mas essa não é uma realidade que se fale”, afirmou na altura. Portas não avançou e o partido voltou-se para Marques Mendes.
No fundo, a direção do CDS acaba por convergir com outras figuras que já tinham comunicado o apoio a Luís Marques Mendes, como Diogo Feio ou Pedro Mota Soares. Em contrapartida, o antecessor de Nuno Melo, Francisco Rodrigues dos Santos, é um apoiante assumido de Henrique Gouveia e Melo. Por seu lado, históricos como Cruz Vilaça e Cavaleiro Brandão apoiam João Cotrim de Figueiredo.