A congressista republicana Marjorie Taylor Greene, uma das grandes figuras do movimento MAGA, anunciou esta sexta-feira que iria abandonar o Congresso norte-americano por discordar com o Presidente Donald Trump relativamente ao caso Jeffrey Epstein.
“Defender as mulheres americanas que foram violadas aos 14 anos, traficadas e usadas por homens ricos e poderosos não deveria resultar em ser chamada de traidora e ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos, por quem lutei”, afirmou a congressista num vídeo publicado nas redes sociais. O último dia de Marjorie Taylor Greene em Washington será 5 de janeiro de 2026, referindo não querer que o seu “querido distrito tivesse de lidar com umas primárias dolorosas e odiosas” contra si, lideradas pelo Presidente Trump.
My message to Georgia’s 14th district and America.
Thank you. pic.twitter.com/tSoHCeAjn1— Marjorie Taylor Greene ???????? (@mtgreenee) November 22, 2025
Apesar de ter sido uma das principais figuras do movimento de apoio ao atual Chefe de Estado norte-americano, a congressista e Trump começaram a divergir quando a divulgação dos documentos relacionados com o caso de Epstein começou a ser um problema. Para Greene, era imperativo que todos os detalhes do caso fossem conhecidos e partilhados com a população. Trump, do outro lado, tem sido um nome fortemente associado ao caso — devido à sua relação pessoal com o empresário antes da sua morte —, mas que recentemente apelou à partilha dos documentos.
Ainda assim, a relação entre os dois já estava demasiado danificada. Para além de críticas relativamente à conduta do Presidente sobre este tema, a congressista representante do estado da Geórgia não se limitou a criticar Trump sobre uma série de outras medidas. Em resposta, Donald Trump descreveu-a como sendo uma “traidora” — “Marjorie Traitor Greene”. No seu vídeo de despedida, a republicana menciona esta retórica presidencial e diz que se recusa a ser uma “esposa maltratada na esperança de que tudo passe e melhore”.
O Presidente dos Estados Unidos considera que a saída de Greene é uma “ótima notícia para o país”, numa entrevista à ABC News.