O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou neste sábado a “interferência eletromagnética” persistente sobre o espaço aéreo venezuelano devido ao destacamento militar dos Estados Unidos (EUA) na região.

“Denunciamos a persistente interferência eletromagnética nas Caraíbas, particularmente sobre o espaço aéreo venezuelano, causada pelo destacamento militar ofensivo e extraordinário dos EUA na região”, declarou o ministro cubano nas suas redes sociais.

O Presidente dos Estados Unidos da América avisou que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “totalmente fechado”, numa altura em que Donald Trump está a aumentar a pressão sobre aquele país e o confronto com Nicolás Maduro.

Trump pede para se considerar “totalmente encerrado” espaço aéreo da Venezuela

“[Isto] faz parte da escalada da agressão militar e da guerra psicológica contra o território venezuelano, com o objetivo de derrubar à força o governo legítimo desta nação irmã da nossa América”, acrescentou Rodríguez na sua publicação.

Sob o pretexto de combater o narcotráfico, os Estados Unidos mantêm desde setembro um destacamento naval e aéreo em águas das Caraíbas próximas da Venezuela. E ligaram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ao cartel dos Sóis, um grupo alegadamente envolvido no tráfico de droga.

Cuba, aliada de longa data da Venezuela, tem vindo a alertar desde o início das tensões que aquilo que considera “pretextos” de Washington para uma potencial agressão militar contra a Venezuela “não podem ser aceites legal ou moralmente”.