Ao nono jogo, o quarto empate. Este sábado, Rui Borges enfrentou o Benfica pela nona vez na sua carreira e empatou pela quarta vez frente às águias, embora um desses empates se traduzido na conquista de um troféu para os encarnados (a última Taça da Liga). No Estádio da Luz, esta foi a sua segunda visita enquanto treinador do Sporting, tendo somado mais um empate por 1-1. Ao serviço de Moreirense (3-0) e V. Guimarães (1-0) perdeu sempre. Por outro lado, foi a estreia do treinador de Mirandela em jogos contra José Mourinho.

Um dérbi que foi a cara de Maxi em todos os momentos (a crónica do Benfica-Sporting)

No jogo deste sábado, Rui Borges entrou em campo com Ousmane Diomande de volta ao centro da defesa e Pedro Gonçalves ao lado esquerdo do ataque, mantendo ainda Hidemasa Morita ao lado de Morten Hjulmand no meio-campo, numa altura em que o japonês e o internacional português eram dados como impróprios para fazer os 90 minutos. E assim foi, com o treinador a retirá-los em cima do minuto 60. Nessa altura, o jogo estava empatado a uma bola, depois de os leões terem entrado bem no jogo e aproveitado as fragilidades das águias na construção para chegar ao golo inaugural. Ainda assim, a equipa desapareceu depois do golo do Benfica e só voltou a aparecer no fim, depois de Gianluca Prestianni ter sido expulso. No final, somou um ponto que pode ditar novo afastamento do FC Porto.

“Na primeira parte entrámos muito bem, claramente por cima do jogo e o Benfica não criou perigo. O Benfica cresceu depois do empate e teve um cruzamento a passar a nossa área. Na segunda parte não fomos o Sporting que queríamos, não tanto pela pressão do adversário, mas pela nossa falta de proatividade. Fomos perdendo passes e passando confiança ao Benfica nesse sentido. O Benfica teve dois remates sem criar perigo, mas também contou com a ajuda do público. Foi sobretudo a nossa incapacidade de ter mais bola, mais por inércia nossa do que por mérito do adversário”, explicou o técnico leonino na flash-interview da BTV.

“Nessa fase inicial nem queríamos dar a posse de bola, até porque o Benfica perdeu bolas logo à entrada da sua área. A equipa foi muito eficaz e concentrada nesses momentos de pressão. Na segunda parte faltou-nos essa capacidade de ler melhor os timings, tivemos alguns maus posicionamentos defensivos. O Benfica não criou grande perigo. Acho que foi mais pela ajuda do público, que fez o Benfica crescer nesse sentido. O Pote estava bem, o Quenda fez dois belíssimos jogos, mas dá-nos coisas diferentes. É uma opção natural. Podia recair entre o Geny também. São dores de cabeça do treinador. Os dois dão coisas diferentes”, concluiu.