A Galp selecionou a petrolífera francesa TotalEnergies para parceira do nova área de exploração de petróleo na Namíbia, a Mopane. O acordo anunciado esta segunda-feira prevê que a TotalEnergies compre 40% da licença de exploração de petróleo da Galp.
A empresa portuguesa irá reduzir a sua posição para 40% e vai ainda comprar participações de 10% — no bloco de exploração que a Total tem no mar da Namíbia onde foi anunciada a descoberta Venus — e de 9,4% em outra licença detida pela Total na mesma região.
A procura de uma parceria estratégica para o desenvolvimento e exploração no petróleo na Namíbia durava há mais de um ano. A Total vai ser a operadora do bloco onde foi anunciada a maior descoberta da Galp nas águas da Namíbia e vai suportar metade dos custos de investimento da Galp para a exploração. O comunicado não refere valores.
As duas empresas comprometem-se a lançar uma campanha de exploração e avaliação de pelo menos três poços nos próximos dois anos para reduzir ainda mais o risco do bloco e potencialmente desbloquear um centro de desenvolvimento. O primeiro potencial poço está em avaliação para 2026.
A TotalEnergies tem vindo trabalhar num conceito de desenvolvimento para Venus que inclui uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO), com capacidade para produzir 160 mil barris por dia. A decisão final de investimento está prevista para 2026. Já a Galp tem vindo a desenvolver extensos trabalhos de avaliação na Namíbia que envolveram a perfuração de oito poços de exploração desde 2012 e levantamentos sísmicos. A descoberta Mopane foi feita em dezembro de 2023 e ainda não há uma decisão final de investimento.
A presidente do conselho de administração da Galp, Paula Amorim, assinalou que TotalEnergies é uma “operadora altamente experiente em águas ultraprofundas”, o que permite “reduzir significativamente os riscos do Mopane, alinhando um caminho concreto para o futuro do ativo”. Esta parceria permite ainda expandir a presença da empresa “na prolífica bacia Orange da Namíbia”, e fortalecendo o “portfólio de upstream com projetos de elevado potencial, como o Venus, que irá apoiar ainda mais o perfil de crescimento contínuo da Galp.”
A Galp já foi parceira da Total na exploração de petróleo em Angola. A petrolífera francesa foi a primeira acionista estratégica da antiga Petrogal na primeira privatização realizada no início da década de 1990.