A União Geral dos Trabalhadores (UGT) de Castelo Branco está contra a instalação de 14 megaprojetos fotovoltaicos na Beira Baixa, entre os quais o projeto Sophia com cerca de 1.700 hectares.
“A UGT Castelo Branco considera inaceitável a instalação destes projetos em terrenos agrícolas, florestais ou junto a habitações, alertando para os impactos negativos na paisagem, no solo fértil, no desenvolvimento turístico, na qualidade de vida das populações e na coesão do território”, referem os sindicalistas, numa nota enviada à agência Lusa.
Recentemente, o Conselho Geral (CG) deste sindicato aprovou uma proposta, em que “manifesta a sua preocupação e oposição” à instalação de 14 megaprojetos fotovoltaicos na Beira Baixa, que ocupam mais de 3.700 hectares.
Na proposta a que a agência Lusa teve acesso, o CG da UGT de Castelo Branco solidariza-se com as autarquias e comunidades locais e apela “à adoção de todas as medidas necessárias para impedir a instalação destes projetos nos moldes atualmente previstos”.
Os sindicalistas reafirmam o seu apoio às energias renováveis, mas entendem que a transição energética “deve ser feita de forma justa e equilibrada, privilegiando terrenos inférteis, industriais ou degradados, sem penalizar o interior do país”.
Dois dos projetos previstos estão relacionados com a central solar fotovoltaica Sophia, que abrange os municípios do Fundão, de Idanha-a-Nova e de Penamacor, no distrito de Castelo Branco, e representa um investimento ronda os 590 milhões de euros, para uma capacidade de 867 MWp (Megawatt pico).
Trata-se de um projeto com 390 hectares de área ocupada por módulos fotovoltaicos, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada.
O segundo diz respeito à central fotovoltaica da Beira que contempla a instalação de 425.600 módulos fotovoltaicos, com uma potência total de 266 Megawatt (MW), numa área de 524,4 hectares dos concelhos de Castelo Branco (Monforte da Beira, Malpica do Tejo, Benquerenças, União das Freguesias de Escalos de Baixo e Mata e Castelo Branco) e de Idanha-a-Nova (Ladoeiro e União das Freguesias de Idanha-a-Nova e Alcafozes).
Estes dois projetos têm sido alvo das mais variadas críticas por parte de autarquias, sociedade civil e partidos políticos.