O Governo estimou esta sexta-feira que, no próximo ano, as pensões mais baixas — que são a grande maioria — vão ter um aumento de 3,3%. “Para 2027 vamos ter um aumento permanente das pensões, com um aumento das pensões mais baixas. Classificamos de mais baixas as pensões até 2 IAS”, anunciou a secretária de Estado da Segurança Social, Susana Filipa Lima, durante a audição no Parlamento a propósito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2027. O valor de 1 IAS em 2026 é de 537,13 euros.

“Vamos ter um aumento superior em 0,5% do valor que vier a ser a inflação para 2026 publicada pelo INE”, esclareceu no Parlamento a governante, alertando que vai ser preciso aguardar por meados de dezembro para confirmar se o instituto confirma o valor da inflação.

Diz que “considerando os valores publicados pelo INE a 30 de outubro” então 90% das pensões — as mais baixas — terão um aumento acima da inflação. “Se os valores do INE se mantiverem até ao final do ano, teremos um aumento de 3,3% das pensões, que será o valor de atualização do IAS”, explicou ainda a secretária de Estado.

As pensões entre 2 e 6 IAS terão um aumento de 2,79%, igual ao valor da inflação. “E apenas 1% das pensões terá uma atualização inferior à inflação”, revelou ainda a governante.

“No conjunto desta despesa, para o OE, teremos um aumento de despesa permanente, com pensionistas e idosos, superior a mil milhões de euros”, indica Susana Filipa Lima. “Mais concretamente teremos 1.100 milhões de euros. Com as atualizações das pensões do regime geral em cerca de 700 milhões de euros, da Caixa Geral de Aposentaçãoes 300 milhões de euros e um aumento da despesa com o CSI em 96 milhões de euros”, detalhou por fim.