Quatro pessoas foram detidas e outras sete são visadas num inquérito após a escalada de protestos à porta de residência oficial do primeiro-ministro da Albânia. A manifestação convocada pelo partido de oposição, acabou com vários manifestantes a atirar cocktails molotov contra as autoridades que guardavam o perímetro. Até ao final da noite desta segunda-feira, pelo menos três polícias ficaram feridos em confrontos com os participantes no protesto.

Entre aqueles que foram identificados está Ervin Minarolli, o secretário da organização do Partido Democrático, que, segundo um comunicado da polícia albanesa citado pela Gazeta Shqiptare, se recusou a “identificar as pessoas responsáveis por garantir uma manifestação pacífica”, tal como exigido na legislação em vigor.

Os três polícias foram assistidos num hospital da capital, Tirana, e estão “fora de perigo”, continua o comunicado. As autoridades tentam ainda identificar outros manifestantes que terão praticado atos ilícitos no decorrer do protesto.

A ação foi convocada pelo principal partido de oposição após a vice-primeira-ministra e ministra das Infraestruturas ter sido acusada de interferir em contratos públicos. Belinda Balluku, o braço direito do chefe de Governo Edi Rama, diz que as acusações são apenas “insinuações”, “meias-verdades” e “mentiras”, cita o Balkan Insight.

Sali Berisha, a líder da oposição, no rescaldo da manifestação, disse ao POLITICO que “não tolera qualquer tipo de violência — especialmente aquela que é exercido pelos que estão no poder”, acrescentando que “não há forma mais flagrante de violência do que a extorsão e a pilhagem sistemática levadas a cabo por Edi Rama e os seus ministros contra o povo albanês”. O objetivo dos protestos era, por isso, “acabar com esta violência”.

No parlamento albanês, os deputados da oposição têm tentado levantar a imunidade parlamentar de Balluku, para garantir que a ministra pode ser detida e julgada, mas têm encontrado resistência da maioria parlamentar socialista do Governo, que tem conseguido atrasar a votação, referindo que vão aguardar por uma decisão do Tribunal Constitucional, que deverá apresentar o seu parecer sobre o caso em janeiro.