A Ordem dos Engenheiros defendeu esta terça-feira a revisão dos critérios de classificação de alimentos como ultraprocessados, com a introdução de critérios “claros, transparentes e ajustados à realidade” que permitam aos consumidores fazer escolhas conscientes.
Sublinhando o aumento do consumo alimentar durante a época festiva, o Colégio de Engenharia Alimentar da Ordem dos Engenheiros alerta que as escolhas dos consumidores nem sempre são esclarecidas, em particular no que respeita aos produtos ultraprocessados.
“É fundamental que as entidades oficiais nacionais, em particular o Ministério da Agricultura e o Ministério da Saúde, atuem de forma coordenada na definição de critérios de classificação dos alimentos que sejam claros, transparentes e ajustados à realidade nacional”, defende a presidente, Ondina Afonso, citada em comunicado.
Apesar de reconhecer que, nos últimos anos, desenvolveram-se programas de reformulação que permitiram melhorar o perfil nutricional dos alimentos disponíveis no mercado, a Ordem aponta falhas na classificação atualmente utilizada para identificar alimentos como “ultraprocessados”.
Em concreto, considera que não reflete a realidade portuguesa nem acompanha a evolução tecnológica e os investimentos em inovação realizados pela industria alimentar.
“Estes critérios devem capacitar o consumidor para escolhas mais informadas, sobretudo em períodos de maior consumo, indo além de classificações simplistas e incorporando informação sobre porções consumidas e contexto alimentar”, afirma a presidente do Colégio de Engenharia Alimentar.