Já passou um ano desde que a direção do Ins­ti­tuto para os Com­por­ta­men­tos Adi­ti­vos e as Depen­dên­cias (ICAD) passou a ser gerida a título provisório e ainda não há substitutos confirmados para o pre­si­dente da ins­ti­tui­ção, João Gou­lão, nem para o seu número dois e vogal do Con­se­lho Dire­tivo, Manuel Car­doso. O Jornal de Notícias avança esta segunda-feira que o Minis­té­rio da Saúde garan­tiu aos res­pon­sá­veis do ICAD que a situ­a­ção seria resol­vida até 31 de dezem­bro de 2025, mas com o final do ano a chegar, ainda não houve nenhuma indicação oficial para a substituição.

Em julho, o Observador noticiava que ainda não se tinha encontrado o sucessor para João Goulão à frente do instituto, com o respetivo concurso público a ter de ser repetido depois de, numa primeira tentativa, não ter sido possível chegar a uma lista de três candidatos para apresentar ao Ministério da Saúde.

Goulão, de 71 anos, anunciou em junho de 2023 que iria deixar o cargo rumo à reforma mal fosse encontrado um substituto. Atualmente, exerce funções através de uma autorização especial, determinada por interesse público, que se aplica aos funcionários públicos que se disponham a trabalhar além dos 70 anos, idade da reforma.

“A única coisa que posso dizer é que, por uma ques­tão de ver­ti­ca­li­dade e para asse­gu­rar o bom funcionamento das ins­ti­tui­ções, estou dis­posto a con­ti­nuar no ICAD para além do mês de dezem­bro”, afirmou ao JN o atual presidente do instituto.

Segundo o mesmo jornal, o facto de um dos requisitos para ocupar o cargo ter sido o de ter especialidade em Psiquiatria limitou muito o rol de possíveis candidatos no concurso público, fazendo com que tenha sido afastada a possibilidade de novo concurso e pre­fe­rida a via da substituição através de nome­a­ção direta.