Depois de conseguir o 4.º lugar no Dakar de 2025, a prova de estreia dos Dacia Sandriders, a marca romena do Grupo Renault atacou a edição deste ano da maratona através do deserto saudita com naturais aspirações à vitória, o que conseguiu com Nasser Al Attiyah ao volante, que assim conquistou a 6.ª vitória na prova. O sucesso esteve longe de ser fácil, uma vez que a Dacia teve de bater a Ford e a Toyota, a primeira a tentar arduamente vencer pela primeira vez e a segunda a perseguir o seu 5.º triunfo na competição.
A par da vitória de Al Attiyah na edição deste ano do Dakar, a Dacia conquistou ainda a 4.ª posição com Sébastien Loeb, o francês nove vezes consecutivas campeão do mundo de ralis, com o brasileiro Lucas Moraes a chamar a si a 7.ª posição e a espanhola Cristina Gutierrez a 11.ª. O resultado conjunto da equipa provou que, além de vitorioso, o Sandriders é também robusto, pois terminaram a exigente prova os quatro modelos que se apresentaram à partida.
O Dakar deste ano foi um dos mais disputados da história da maratona que percorre 8000 km durante 15 dias através do deserto. Na edição deste ano, 10 diferentes pilotos ao volante de veículos de cinco marcas distintas alcançaram vitórias em algumas das 13 etapas em que se dividiu a prova. De início a Ford dominou, mas depois foi a vez da Toyota e da Dacia disputarem a primeira posição para, a quatro etapas do final, Al Attiyah impor a sua maior experiência e assumir a liderança.
Além dos estrangeiros que brilharam no Dakar 2026, também os portugueses não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Nos camiões, Paulo Fiúza integrou a equipa nº 604, em representação do Team Nordis de Rooy FTP, que venceu a prova nesta categoria. Fiúza navegou a equipa, que teve o lituano Vaidotas Zala como piloto e Max van Grol como mecânico.
Também em lugar de destaque esteve a dupla portuguesa formada pela piloto Maria Luís Gameiro e a navegadora Rosa Romero. A disputar a maratona saudita na categoria Ultimate, aos comandos de um Mini JCW T1+, a dupla nacional terminou na 42.ª posição, mas isso não a impediu de vencer a Taça das Senhoras.
A competição mais acesa no Dakar deste ano teve lugar entre os motards, como prova o facto de o argentino Luciano Benavides ter alcançado a 1.ª posição com somente 2 segundos de vantagem sobre o norte-americano Ricky Brabec. Para complicar ainda mais a situação, Benavides é piloto oficial da KTM, enquanto Brabec defende as cores da equipa oficial da Honda, o que tornava esta batalha sem tréguas não só entre os dois pilotos, mas igualmente entre os construtores rivais. No final da 11.ª etapa e com apenas mais duas para disputar, Benavides possuía a magra vantagem de 23 segundos sobre Brabec, mas este bateu o piloto da KTM na 12.ª, arrancando para a derradeira etapa com 3 minutos e 20 segundos de vantagem. E, quando tudo parecia perdido para o argentino, o piloto da Honda sofreu um percalço e atrasou-se, com Benavides a vencer a prova por uns ínfimos 2 segundos, após 49 horas de troços cronometrados.