Durante décadas, o VW Golf e a versão carrinha denominada Variant foram produzidos na histórica fábrica do construtor em Wolfsburg, na Alemanha. Pelo menos as unidades destinadas aos mercados ocidentais, da Europa às Américas, uma vez que para o mercado chinês o popular modelo sai de Foshan, a joint-venture que a VW possui na China com a FAW, enquanto que para o resto da Ásia é a linha de produção do construtor alemão em Pekan, na Malásia, que fabrica as unidades necessárias. Agora, a VW admite que está a desmantelar o equipamento que permite fabricar o Golf Variant e prepara-se para enviá-lo para o México, de onde vão passar a ser exportadas as unidades que vão ser comercializadas em mercados como o português.

A fábrica mexicana da VW, localizada em Puebla, é uma das que possui maior tradição no historial da marca. Inaugurada em 1964, a unidade fabril atingiu em 2019 a produção de 443 mil veículos, mas celebrizou-se ao iniciar a fabricação do Carocha em 1967 e por ter fabricado o último exemplar do modelo que esteve na base da criação da VW. Actualmente, Puebla fabrica o Jetta, o Tiguan e o Taos, iniciando agora a adaptação para receber o Golf Variant.

Esta é a linha de produção do Golf em Wolfsburg, que a VW vai deslocar para o México

Acolher a carrinha Variant em Puebla não será tarefa fácil e vai exigir uma linha de produção específica, precisamente a que está a ser desmontada em Wolfsburg. Isto porque, se em 2024 a fábrica mexicana produziu 382 mil veículos, o número de unidades da Variant que saem anualmente de Wolfsburg ronda os 577 mil, pelo que é de esperar um relativamente longo período de adaptação das instalações para acolher a possibilidade de mais do que duplicar a produção, estando o arranque do fabrico da carrinha em Puebla agendado para 2027.

De acordo com a imprensa alemã, a Variant não vai ser a única versão do Golf a ser transferida para o México. A seguir, será a vez do Golf com a carroçaria de três e cinco portas. De recordar que o Golf já foi anteriormente fabricado no México, mais precisamente entre 1970 e 2021, ou seja, durante quatro gerações do modelo que agora “regressa” a casa.