A CP alcançou um recorde superior a 200 milhões de passageiros transportados em 2025, mais de metade deles nas linhas metropolitanas de Lisboa, revelou esta quarta-feira o ministro das infraestruturas, na cerimónia que assinalou os 50 anos da TTSL — Transtejo Soflusa.

A bordo do novo catmaran “Peneireiro-Cinzento”, 100% elétrico, Miguel Pinto Luz destacou que “a CP bateu o recorde de sempre de passageiros transportados, mais de 200 milhões de passageiros em 2025”, dos quais “só na linha de Sintra são 100 milhões, na linha de Cascais 36 milhões e [na] Fertagus, que está na operação da CP, são 27 milhões”.

O ministro destacou que a CP, o Metro e a Transtejo, que hoje faz meio século, têm sido “contribuintes líquidos, ativos, pró-ativos na construção desse ideário coletivo de mobilidade na área metropolitana de Lisboa” (AML) e defendeu ainda que os diversos transportes metropolitanos têm de se sentar à mesa para uma ainda maior articulação de transportes públicos de qualidade e complementares, tendo em conta os investimentos previstos para os próximos anos nesta área metropolitana.

Entre esses investimentos estão a construção do túnel Algés-Trafaria com dimensão rodoferroviária e com a intermodalidade ao Metro Sul do Tejo, a expansão do Metro de Lisboa e as LIOS (linhas intermodais sustentáveis) ocidental (para ligar Oeiras a Alcântara) e oriental (entre Santa Apolónia e Sacavém), além do investimento na descarbonização e renovação das frotas para elétricas, exemplificou.

O ministro considerou que, com os investimentos previstos, nomeadamente no Arco Ribeirinho e no Parque Cidade Tejo, está-se a construir “uma área metropolitana mais enxuta, mais próxima, mais coesa”, deixando de haver uns municípios “que estão ao sol, outros que estão à sombra”.

Quanto ao novo aeroporto, “como sabem, estamos a cumprir os prazos e vai ser uma realidade, mas, concomitantemente, as novas travessias, a alta velocidade, a dimensão da A12, a conclusão da A13, a A33, todas essas dimensões são essenciais para cozer, para fazer a tecelagem” da mobilidade na AML, disse.

Pinto Luz destacou ainda que a AML foi um exemplo na construção do passe “Navegante”, que depois “foi contaminar a Área Metropolitana do Porto e o resto do país”, e considerou que os municípios “são absolutamente essenciais” para construir esta “visão metropolitana de transportes”.

“É um desafio enorme. (…) Nós estamos num ciclo de investimento que é o maior ciclo de investimento de público nos últimos 50 anos em infraestruturas, em material circulante, em toda a dimensão da construção de um Portugal maior”, afirmou.

Além do investimento com recursos do Orçamento de Estado e de meios europeus, o ministro defendeu ainda que as empresas têm de “gerar riqueza para fazer a manutenção condigna dos equipamentos“.

“A tragédia que aconteceu ontem e anteontem [na segunda e na terça-feira] em Espanha ensina-nos muito para o futuro e deve-nos alertar. E eu quero tranquilizar os portugueses. Hoje nas Infraestruturas de Portugal, na CP, na Transtejo, essa preocupação é permanente, é central na nossa ação e dessa não abdicaremos. (…) Nós não abdicamos da segurança em prol da propaganda, ou da proclamação, ou de termos mais inaugurações ou menos inaugurações para fazer”, destacou.

Presidente da CP assegura manutenção rigorosa de carruagens